Tarcísio e Nunes Marques reagem à carta de Flávio; PF diz que ele não é foragido
Governador de São Paulo e presidente do TSE defendem o resultado das urnas, e a PF afirma que pediu ao STF, no dia 25, medidas contra a saída do senador do país.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse na quarta-feira (28) que o caminho é "respeitar o resultado das urnas". Ele afirmou compreender a indignação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com a derrota na disputa presidencial. A manifestação veio depois da carta em que Flávio se apresentou como presidente eleito e, mais tarde, trocou a expressão por "líder do Brasil".
Tarcísio defendeu respeitar o resultado das urnas, que deu a reeleição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, também defendeu a normalidade da eleição.
Tarcísio pede respeito ao resultado das urnas
Para o governador, o caminho é "respeitar o resultado das urnas".
Para ele, o momento exige responsabilidade, serenidade e uma oposição forte, que atue na Câmara dos Deputados e no Congresso Nacional. Tarcísio foi um dos principais aliados de Flávio na campanha.
Nunes Marques fala em "normalidade" sem citar Flávio
Nunes Marques, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do TSE, divulgou nota na quarta sem mencionar Flávio nem a carta. Afirmou que as eleições de 2026 transcorreram "dentro da mais absoluta normalidade". Reiterou o compromisso da Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado.
O ministro disse ainda que questionamentos apresentados pelo devido processo legal serão analisados. O PL reconheceu o resultado eleitoral.
PF diz que Flávio não é considerado foragido
A Polícia Federal informou que apura as circunstâncias do descumprimento de ordens judiciais pelo senador. Segundo a nota da corporação, divulgada pela imprensa, a PF pediu ao STF em 25 de outubro medidas cautelares, entre elas a apreensão de passaportes e a proibição de deixar o país. O pedido consta da PET 16.877/DF.
A PF esclareceu que essas restrições não autorizavam prisão, vigilância permanente ou outras medidas contra o senador. A corporação também disse que Flávio não é considerado foragido e que não há pedido de prisão.
A assessoria de Flávio não explicou publicamente por que a expressão "presidente eleito" foi trocada por "líder do Brasil".
Os questionamentos eleitorais, se forem apresentados, serão analisados pela Justiça Eleitoral pelo devido processo legal, conforme a nota de Nunes Marques. A PF não informou, até agora, quando o STF deve decidir sobre o pedido de medidas cautelares.
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