Trump diz que não vai se envolver na declaração de Flávio de ser 'verdadeiro presidente'
Presidente americano confirma que os EUA autorizaram a entrada do senador e da família; a PF afirma não ter registro da saída dele pelos postos migratórios do Brasil.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta (28) que não vai se envolver na declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de que seria o "verdadeiro presidente do Brasil". "Não vou comentar sobre isso. Não vou me envolver", disse a jornalistas.

Flávio não reconheceu a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno de domingo. O resultado oficial foi homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O que Trump disse sobre a entrada de Flávio nos EUA
Perguntado por que seu governo permitiu a entrada de Flávio e da família, Trump respondeu que acha que eles foram tratados "de forma muito injusta" no Brasil. Também disse que não tomou posição sobre a eleição brasileira.
Trump confirmou que os EUA deram autorização para a entrada do senador e da família. O presidente americano voltou a chamar a eleição brasileira de "muito estranha".
Antes da fala de Trump, Flávio publicou uma carta em que se declarava "verdadeiro presidente do Brasil".
PF diz que não há registro de saída pelos postos de controle
Em nota publicada nesta quarta, a Polícia Federal (PF) informou que investiga as circunstâncias do descumprimento de ordens judiciais e da saída de Flávio do país. A corporação afirmou não haver registro oficial de que ele tenha passado pelos postos de controle migratório brasileiros.
Segundo a PF, a corporação pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), no domingo (25), medidas cautelares: apreensão de passaportes, proibição de deixar o país e restrição de contato com investigados. Depois da decisão judicial, os passaportes brasileiros comum e diplomático foram cancelados, e a PF inseriu um alerta migratório. Na segunda (26), Flávio foi intimado a entregar em 24 horas eventuais passaportes de outras nacionalidades. A PF diz que isso não ocorreu.
A nota também afirma que restrições a documentos de viagem, por si só, não tornam o investigado um foragido nem autorizam prisão ou vigilância permanente. O caso tramita no STF como PET nº 16877/DF.
A determinação do STF está ligada a um processo que apura lavagem de dinheiro em suposto esquema com empresas do advogado Willer Tomaz e bets. Flávio e Tomaz confirmam a amizade, mas negam sociedade e irregularidades.
A PF não informou prazo para concluir a investigação nem novas diligências.
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