Suíno vivo sobe 14,71% em SP e poder de compra do criador se recupera após 3 quedas
No RS, o indicador do Cepea mostra alta de 9,49% no mês até 14 de outubro, a menor entre os estados comparados, com preço de R$ 5,77/kg.
Por que afeta o RS: A relação entre preços de suíno, milho e farelo de soja influencia a margem da suinocultura e da cadeia de proteína no Rio Grande do Sul.
Redação Bairrista · 18 de outubro de 2026 às 12:13 · 1 min de leitura

O poder de compra do suinocultor paulista voltou a melhorar na parcial de outubro, depois de três meses seguidos de queda. O Cepea atribui a recuperação à valorização mais intensa do suíno vivo, à alta menos expressiva do farelo de soja e ao recuo do milho.
Os dados de poder de compra são de São Paulo, mas servem de referência para a cadeia de proteína no Rio Grande do Sul, onde o animal também ficou mais caro. O indicador do Cepea chegou a R$ 5,77/kg no RS, alta de 9,49%, contra R$ 5,90/kg e 9,87% no Paraná. O RS teve a menor valorização e o menor preço entre os estados da comparação. O Cepea não divulgou o poder de compra do suinocultor gaúcho, que depende do custo da ração no estado.
Suíno sobe em SP, milho recua
Na quarta (14), o Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq em São Paulo ficou em R$ 6,63/kg, com alta acumulada de 14,71% em outubro. Na região de Campinas, o milho foi cotado a R$ 65,43 por saca de 60 kg, queda de 4,72% no período.
Demanda das famílias sustenta o preço
Pesquisadores do Cepea relatam que as famílias têm comprado mais carne suína, o que aumenta a procura da indústria por novos lotes de animais. Em meio à sobreoferta, os produtores reduziram o peso dos animais, o que também sustenta o suíno vivo desde setembro.
A continuidade da melhora depende da demanda, da oferta de animais e dos preços do milho e do farelo de soja.
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