Dólar cai 0,26% e fecha a R$ 5,0735, mas sobe 1,77% na semana com eleição apertada
A moeda interrompeu três altas seguidas na sexta (16), depois de recuar mais de 4% na semana anterior, quando Flávio Bolsonaro abriu vantagem no primeiro turno.
Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 05:46 · 2 min de leitura

O dólar à vista fechou a sexta-feira (16) a R$ 5,0735, em queda de 0,26%, e interrompeu uma sequência de três ganhos consecutivos.
Na semana, a moeda acumulou alta de 1,77%, depois de cair mais de 4% na anterior.
O vaivém do câmbio chega ao bolso de quem importa insumos e de quem vende ao exterior, caso de parte do agro e da indústria do RS. Nesta semana, a cotação voltou a uma faixa entre R$ 5,00 e R$ 5,10.
Pesquisas apertadas mexem com o mercado
Operadores atribuem a alta semanal do dólar à incerteza sobre quem vence a corrida ao Planalto. As pesquisas mais recentes mostram empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com Flávio ainda numericamente à frente.
O Datafolha divulgado na quinta (15) mostrou a diferença de Flávio para Lula caindo de quatro para dois pontos percentuais.
Na sexta, a CNT/MDA trouxe Flávio com 46,8% das intenções de voto e Lula com 45,9%. Nos votos válidos, o placar ficou em 50,5% a 49,5%.
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Emerson Junior, head de câmbio e contas internacionais da Convexa Investimentos, disse que o mercado doméstico se concentrou na reta final da eleição e na redução da vantagem de Flávio. Ele também citou a expectativa pela sabatina na TV Globo.
Jorge Dib, sócio e gestor da Galapagos Capital, afirmou que a semana foi pautada por pesquisas que fecharam a distância entre os candidatos, e que o mercado devolveu parte dos ganhos.
Fatores de fora também pesaram
Para os analistas Thierry Wizman e Gareth Berry, do Macquarie Group, o cenário global mais duro para emergentes explica parte da volta à faixa de R$ 5,00 a R$ 5,10. Eles também citam o receio de que as perspectivas de Lula não sejam tão ruins quanto pareciam logo após o primeiro turno. O motivo são as medidas anunciadas pelo petista nos últimos dias.
Na sexta, o real foi melhor que outras moedas da América Latina. Elas sofreram com a alta dos juros dos títulos do Tesouro americano e com a aversão ao risco ligada à Inteligência Artificial. Lá fora, o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,28% por volta das 17h, aos 101,770 pontos.
O que vem pela frente
O mercado volta a abrir na segunda (19), com a campanha em reta final. O segundo turno acontece em 25 de outubro.
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