Pesquisa: 54,8% dos lojistas gaúchos vão contratar temporários no fim de ano
Levantamento da Fecomércio-RS projeta alta de 28,4% nas equipes das lojas que vão reforçar o quadro, e novembro é o mês mais citado para o início dos contratos.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Mais da metade dos lojistas ouvidos no RS pretende contratar temporários para as vendas de fim de ano, segundo a Pesquisa de Temporários 2026, da Assessoria Econômica do Sistema Fecomércio-RS, divulgada nesta terça (20). Do total de entrevistados, 54,8% manifestaram essa intenção. Nas lojas que vão usar mão de obra temporária, a projeção é de aumento de 28,4% nas equipes.
Para quem procura vaga, a janela está abrindo agora. Até o fim da coleta de dados, 84,3% da demanda total por temporários ainda não havia sido concretizada, e 73,8% dos estabelecimentos nem tinham começado as admissões. A pesquisa foi feita entre 18 de agosto e 11 de setembro, em 8 municípios gaúchos, com atividades do comércio que costumam ter mais movimento nas festas.
Novembro lidera o início dos contratos
Novembro é o mês mais indicado pelos lojistas para a entrada dos contratados, citado por 36,4% das empresas. Outubro aparece em seguida, com 27,3%. Os desligamentos se concentram em janeiro (37,7%) e dezembro (29,6%).
O volume de vagas deve ficar estável em relação a 2025. Entre as empresas ouvidas, 52,1% planejam manter o mesmo número de temporários do ano passado, e 20,7% preveem ampliar as contratações.
Vendas concentram as vagas, e a seleção é na loja
A área de vendas e atendimento comercial está em 75,1% das intenções de contratação. Depois vêm caixa e crediário (31,9%) e estoque ou depósito (19,0%). Em 85,2% dos casos, a seleção é feita na própria loja.
Só 44,2% dos estabelecimentos adotam critérios específicos. Os mais frequentes são escolaridade, com destaque para o ensino médio completo, faixa etária de 19 a 25 anos e experiência prévia na função. Já 55,8% dos que vão contratar não fazem nenhuma exigência.
Os lojistas apontam como principais obstáculos para preencher as vagas a indisponibilidade de horários dos candidatos, a falta de qualificação e a escassez de interessados.
Mais da metade pode ser efetivada
A pesquisa indica que 54,8% dos temporários contratados têm chances reais de efetivação depois do fim do contrato. Para o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, o período favorece quem está começando no varejo.
"O período do final de ano é muito importante para o comércio. É nesse momento que encontramos o consumidor mais apto e disponível a fazer compras. É uma excelente oportunidade para aquele que está ingressando em uma empresa varejista para mostrar empenho e ter resultado", disse Bohn.
Empresários veem impacto negativo em mudanças na jornada
O levantamento também ouviu os empresários sobre debates trabalhistas em andamento no país. Sobre o fim da escala 6×1 em debate no país, 46,0% responderam que a mudança teria impacto negativo na condução dos negócios. Quanto a uma eventual redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, 47,8% dos estabelecimentos avaliam que a medida traria prejuízos às operações comerciais.
Perguntas frequentes
Quando começam os contratos de temporários no comércio gaúcho?
Novembro é o mês mais citado pelos lojistas para o início, com 36,4% das empresas, seguido de outubro, com 27,3%.
Quantas vagas temporárias devem ser abertas em relação a 2025?
A maioria, 52,1%, planeja manter o mesmo número do ano passado, e 20,7% preveem ampliar as contratações.
Quais áreas concentram as vagas temporárias?
Vendas e atendimento aparecem em 75,1% das intenções, seguidas de caixa e crediário (31,9%) e estoque ou depósito (19,0%).
Os temporários podem ser efetivados?
Sim, 54,8% dos temporários contratados têm chances reais de efetivação após o fim do contrato, segundo a pesquisa.
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