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Irã diz que superpetroleiro com 2 milhões de barris explodiu em Ormuz ao atingir mina

Um petroleiro também foi atingido por projétil de origem desconhecida perto de Al Jubayl, na Arábia Saudita, mas não há confirmação independente de que seja o mesmo navio.

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 09:32 · 2 min de leitura

Navio da Marinha dos EUA navega no mar; foto de U.S. Navy (Andrew Waters), domínio público, via Wikimedia Commons
Foto: U.S. Navy photo by Mass Communication Specialist 3rd Class Andrew Waters / Wikimedia Commons (Public domain)

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou neste sábado (17) que um superpetroleiro com mais de 2 milhões de barris de petróleo bruto explodiu e pegou fogo ao atingir uma mina naval no Estreito de Ormuz. Segundo a Marinha da IRGC, o navio tentava cruzar o estreito por uma rota não autorizada. O navio não foi identificado.

O Estreito de Ormuz é por onde passa boa parte do petróleo do mundo. Uma interrupção prolongada pode pesar nos preços da energia, inclusive no Rio Grande do Sul.

IRGC diz que petroleiro desligou radar e posicionamento

Para a IRGC, o petroleiro desligou todos os sistemas de posicionamento e radar para tentar passar sem ser detectado, com apoio do exército americano, que Teerã chama de "terrorista".

"O Estreito de Ormuz está fechado", afirmou a Guarda, que disse que navios fora das regras iranianas queimarão "nas chamas" da confiança nos militares dos EUA.

Não há informação sobre tripulantes, vítimas ou danos ao meio ambiente no caso citado pelos iranianos.

Outro petroleiro atingido

Em relato separado, a agência britânica UKMTO, que monitora a navegação comercial, informou que um petroleiro foi atingido por projétil desconhecido, a cerca de 68 milhas náuticas a nordeste de Al Jubayl, na Arábia Saudita.

O ataque ocorreu às 9h GMT de sexta-feira (16).

Segundo o oficial de segurança da empresa dona do navio, toda a tripulação está a salvo e foi evacuada.

A UKMTO publicou ainda um segundo relato: outro petroleiro foi atacado com granada propelida por foguete, lançada de um barco pequeno, a 78 milhas náuticas a nordeste de Jubail.

A Reuters não conseguiu estabelecer se os dois relatos se referem ao mesmo incidente. Nenhum deles foi ligado ao navio citado pela IRGC.

Crise vem desde fevereiro

Em 2 de março, a IRGC declarou o estreito fechado a nações hostis e passou a liberar só navios aprovados por Teerã. A Guarda já havia anunciado, na semana passada, outra explosão de superpetroleiro em Ormuz por mina, também sem confirmação independente. As negociações entre Washington e Teerã seguem travadas, em grande parte por causa da navegação no estreito.

A IRGC reiterou que o estreito está fechado. Teerã tem alertado que bases e navios dos EUA na região serão alvo em caso de nova agressão ao território iraniano.

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