Comitê do FMI pede mais apoio a países afetados por guerras e energia cara
Texto aprovado por todos os membros em Bangkok cita pressão sobre derivados de energia e alimentos; o Brent fechou a US$ 109,86 na sexta (16).
Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 08:13 · 2 min de leitura

Os países-membros do Fundo Monetário Internacional (FMI) pediram mais apoio a economias com dificuldade de financiamento de curto prazo por causa de guerras e da energia cara. O pedido consta do comunicado do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (CMFI), divulgado após a reunião em Bangkok, na Tailândia, e que diz que os riscos econômicos seguem inclinados para baixo . O presidente do comitê, o ministro das Finanças da Arábia Saudita, Mohammed Al-Jadaan, disse que o texto foi acordado por todos os membros .
Para quem vive no RS, o ponto de contato está na lista de riscos. O comunicado avisa que conflitos e tensões comerciais podem travar rotas de comércio críticas, aumentar a pressão sobre commodities, inclusive derivados de energia, e piorar a segurança energética e alimentar . O diesel entra nessa categoria. O petróleo Brent para dezembro fechou a US$ 109,86 o barril nesta sexta (16), com alta de 3,72% no dia e de 4,91% na semana, segundo o Valor.
O que o texto diz sobre economia, dívida e IA
O comunicado afirma que a economia global enfrentou os últimos choques melhor do que o esperado. Mas as reservas de proteção se desgastaram, e a resiliência não pode ser dada como certa.
O texto também diz que o avanço das tecnologias de "inteligência avançada" tem impulsionado investimento e comércio e pode elevar a produtividade.
Os Estados Unidos haviam pressionado, durante a semana, para trocar o termo por "super intelligence". A expressão adotada foi "inteligência avançada".
Os membros também apontam que a alta dos juros de títulos públicos em economias de peso, com dívida elevada e muita necessidade de refinanciamento, pode ampliar vulnerabilidades. O documento associa esse quadro à incerteza sobre os efeitos econômicos e financeiros da nova tecnologia.
Na receita fiscal, o comitê pede que as vulnerabilidades sejam enfrentadas com urgência, com consolidação apoiada em marcos de médio prazo críveis, para reconstruir reservas . Em coletiva, Al-Jadaan defendeu proteger as populações vulneráveis e os investimentos que estimulam o crescimento, além da independência dos bancos centrais . A defesa de marcos fiscais de médio prazo e da independência dos bancos centrais não é novidade. O comunicado de abril já trazia os dois pontos.
A reunião teve tensão política. Quase metade dos delegados deixou a sala durante a fala do ministro das Finanças da Rússia, neste sábado (17).
O próximo encontro do comitê será em abril de 2027, em Washington, nos Estados Unidos.
Saber mais
- IMFC Chair Issues Statement After 54th Meeting (Mirage News, reprodução do comunicado)
- IMF members call for more support amid war shocks, 'advanced intelligence' risks (Reuters, via ThePrint)
- IMF members call for increased support for countries amid negative risks and war spillovers (Reuters, via Investing.com)
- IMFC chair says global economy resilient; delegates walk out on Russian official (Reuters, via ThePrint)
- Chair's Statement Fifty-Third Meeting of the IMFC (FMI, abril de 2026)
- IMFC Statements and Documents (FMI)
- Petróleo sobe a quase US$ 110 com dúvidas sobre oferta do Oriente Médio e da Rússia (Valor Econômico)
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