🔍
Sábado, 17 de outubro de 2026 · Edição para POAIbov 205,4 mil ▼ 0,38%15°C ⛅
Alerta laranja Inmet: Ventos Costeiros · 115 municípios do RS · Defesa Civil 199
Agro
Chuva atrasa o arroz no RS: 36,83% da área foi semeada até 15 de outubro, diz Irga
EconomiaBrasil

Exportações do Brasil aos EUA sobem 31,9% em setembro, mas acumulam queda de 6,5% no ano

Preço médio avançou 28% e volume, 3,1%, sobre um setembro de 2025 abalado pelas tarifas; indústria gaúcha vendeu US$ 161 milhões, alta de 91%.

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 08:07 · 3 min de leitura

Exportações do Brasil aos EUA sobem 31,9% em setembro, mas acumulam queda de 6,5% no ano
Foto: Banco Central do Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 3,5 bilhões em setembro, alta de 31,9% sobre o mesmo mês de 2025. A recuperação não foi suficiente para reverter a queda de 6,5% no acumulado do ano, equivalente a US$ 1,9 bilhão a menos em vendas. Os números são do Monitor do Comércio Brasil–EUA, da Amcham Brasil, com base no Comexstat.

Quadro: Exportações do Brasil aos EUA sobem 31,9% em setembro, mas acumulam queda de 6,5% no ano
Entenda em um quadro · Bairrista

No Rio Grande do Sul, a indústria exportou US$ 161 milhões aos EUA em setembro, alta de 91% sobre setembro de 2025. O valor ficou 5,5% abaixo do registrado em setembro de 2024, segundo levantamento do Sistema Fiergs.

A alta veio mais do preço do que da quantidade

O volume vendido aos EUA aumentou 3,1%, enquanto o preço médio avançou 28% sobre setembro de 2025, quando estavam em vigor tarifas adicionais de até 50%. A base de comparação é baixa: setembro de 2025 teve forte redução nas exportações após a entrada em vigor das tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros.

No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil exportou US$ 27,5 bilhões aos EUA e importou US$ 31,8 bilhões, o que deixa um déficit de US$ 4,3 bilhões.

Fumo, madeira e granito lideram as quedas no ano

Entre os 10 principais produtos sujeitos às sobretaxas, nove registram queda nas exportações aos EUA de janeiro a setembro.

A madeira de coníferas teve a maior retração (-50,6%), seguida por granitos trabalhados (-34,1%), sebo bovino (-33,4%), fumo não manufaturado (-32,2%) e outras portas (-29,3%). O fumo está entre os produtos da pauta gaúcha.

As vendas de mercadorias sujeitas às tarifas adicionais mais altas, de 25% ou 37,5%, recuaram 25,4% no período, cerca de US$ 1,4 bilhão a menos.

No agro, as exportações aos EUA caíram 17,8%, enquanto as vendas para os demais destinos cresceram 8,9%.

A indústria de transformação vendeu 1,2% menos aos EUA, mas 6,3% mais ao resto do mundo.

O que vale hoje nos EUA

Desde 22 de julho de 2026, está em vigor uma tarifa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros.

Ela usa a Seção 301 como base, depois que a Suprema Corte americana derrubou a tarifa de 50% e manteve apenas a global de 10%.

A versão final da medida, publicada pelo USTR em 16 de julho, tirou da sobretaxa mais de 2.100 produtos.

Seguiram isentos carne bovina, café em grão, laranja e suco de laranja.

Também ficaram de fora petróleo, minérios metálicos, motores aeronáuticos e aviões.

Há ainda uma tarifa de 12,5%, aplicada sob a alegação de que o Brasil não teria feito o suficiente para barrar importações de países que usam trabalho forçado. A soma das duas explica as alíquotas de 37,5% citadas no monitor da Amcham.

Negociação segue aberta

O governo dos EUA deve apresentar, nas próximas semanas, uma nova proposta para negociar as tarifas, segundo nota do Itamaraty e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Depois do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, os dois governos orientaram suas equipes a retomar as conversas.

📱 As principais do dia, do teu jeito

Escolhe os assuntos e a região. Chega no WhatsApp, no e-mail ou nos dois. Sai quando quiser.

Sem spam e de graça, como tem que ser 🧉 · privacidade

Saber mais

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Leia também