Brent vai a US$ 106,56 e WTI a US$ 95,60 com ataques a navios em Ormuz
Ataque dos houthis à sede da Saudi Aramco e novas táticas iranianas contra embarcações elevam o temor de falta de oferta; no Brasil, diesel e gasolina entram no radar.
Por que afeta o RS: A alta do barril pode pressionar diesel e gasolina e os custos de frete e insumos no RS, caso se reflita em reajustes da Petrobras.
Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 21:36 · 2 min de leitura

O petróleo Brent subiu 0,82% e chegou a US$ 106,56 por barril durante o pregão desta quarta (14). O WTI avançou 1,55%, para US$ 95,60, em Nova York. A alta veio depois de ataques houthis à Saudi Aramco e de novas táticas do Irã contra navios, e o WTI tocou a máxima em três semanas.
Para o Rio Grande do Sul, o efeito possível está na bomba e na estrada. Barril caro pressiona o preço do diesel e da gasolina, e o diesel move o frete que leva grãos, carne e carga industrial gaúchos. Até agora, a Petrobras segurou o diesel com ajuda do governo federal.
Em 16 de setembro, a estatal anunciou alta de R$ 1,00 por litro, neutralizada por uma subvenção federal de mesmo valor, com prazo de 30 dias. Com isso, o preço de venda da Petrobras às distribuidoras ficou inalterado.
Navios atingidos e sede da Aramco em chamas
A agência britânica UKMTO informou que um porta-contêineres e um petroleiro foram atingidos por projéteis de origem desconhecida no estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária do Irã disse que um porta-contêineres afundou ao sul do estreito depois de bater em uma mina naval e pegar fogo.
Autoridades iranianas disseram à Reuters que usam novas táticas contra navios para manter o petróleo caro e influenciar as eleições legislativas dos EUA, no mês que vem. Segundo o estrategista Daniel Hynes, do banco ANZ, 24 navios foram atingidos nas duas semanas até 11 de outubro, com base em dados da UKMTO.
Na Arábia Saudita, autoridades disseram que os houthis atingiram a sede da Aramco em Dhahran. O analista Phil Flynn, da Price Futures Group, afirmou que os ataques a navios em Ormuz e os confrontos entre sauditas e houthis puxam os preços.
Fluxo pelo Golfo limita a alta
O Irã mantém a passagem em grande parte fechada há meses. Antes da guerra, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo passava por Ormuz.
Sinais de recuperação do fluxo a partir do Golfo Pérsico limitaram a alta. O Comando Central dos EUA disse ter ajudado a levar mais de 19 milhões de barris de petróleo pelo estreito na segunda (12).
Antes do início da guerra, no fim de fevereiro, o Brent estava um pouco abaixo de US$ 70.
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