Georgieva diz que assembleias do FMI em Bangcoc tiveram "otimismo e preocupação"
Diretora-gerente do FMI aponta países pobres que importam petróleo como os mais expostos à alta da energia, e o custo da dívida deles chega a 14% da receita.
Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 09:43 · 2 min de leitura

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou neste sábado (17) que as assembleias anuais do FMI e do Banco Mundial, em Bangcoc, na Tailândia, foram marcadas por "otimismo e preocupação" com as perspectivas da economia global . Mais de 15 mil autoridades financeiras, presidentes de bancos centrais e ministros da Fazenda de 191 países participaram dos encontros.

Para quem vive no RS, o recado chega por um caminho indireto. Georgieva falou de inflação, juros altos e energia cara, fatores que costumam pesar em combustível, frete e crédito. Ela não citou o Brasil nem o Estado.
IA aparece entre as apostas e os riscos
Segundo Georgieva, o otimismo vem da resiliência da economia global, da promessa da inteligência artificial e do dinamismo da Ásia . A lista de preocupações inclui a própria IA, a inflação, os altos níveis de dívida, as guerras e os riscos climáticos .
Ela alertou para o risco de apostar tudo num único setor. Depender de um só motor de crescimento, disse, é como ficar em pé numa perna só.
Países pobres sentem mais o choque da energia
Os preços da energia subiram com a guerra no Oriente Médio. Georgieva afirmou que o FMI tem a "responsabilidade" de ajudar países de baixa renda atingidos pelo choque de preços ligado à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã . Os mais vulneráveis, segundo o FMI, são os países de baixa renda que importam petróleo e ficam fora do boom de investimentos em IA. Esse boom sustenta o crescimento em muitas economias avançadas.
"A inflação é como um imposto sobre os pobres", afirmou Georgieva. Para ela, esses países devem definir metas de gasto que priorizem o crescimento e a proteção dos mais vulneráveis .
Dívida consome até 14% da receita
Com os juros globais mais altos, os países de baixa renda gastam 14% da receita com o pagamento da dívida . Em 14 de outubro, Georgieva já havia dito que o custo médio do serviço da dívida dos países em desenvolvimento subiu para 14% da receita, ante 6% há dez anos. O endividamento total, porém, diminuiu .
Na mesma ocasião, ela pediu aos países-membros que reponham o Fundo de Contenção e Alívio de Catástrofes, que dá recursos para alívio e cancelamento de dívida dos mais pobres .
As assembleias começaram em 12 de outubro e vão até 18 de outubro , domingo.
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