🔍
Urgente Brent vai a US$ 106,56 e WTI a US$ 95,60 com ataques a navios em Ormuz
Quarta-feira, 14 de outubro de 2026 · Edição para POAIbov 206,5 mil ▲ 0,33%17°C ⛅
EconomiaMundo

FMI diz que EUA não reduzem dívida só com crescimento e pede mais consumo na China

Em Bangkok, a diretora-gerente Kristalina Georgieva também cobrou mais investimento da Europa e manteve em 3,1% a projeção de crescimento global para 2026.

Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 21:37 · 2 min de leitura

Foto do Fundo Monetário Internacional (FMI) em domínio público, via Wikimedia Commons
Foto: International Monetary Fund / Wikimedia Commons (Public domain)

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou nesta quarta (14), em Bangkok, que os Estados Unidos não conseguem reduzir a dívida pública apenas com crescimento econômico e precisam de ajustes em impostos ou gastos. Para a China, ela defendeu a troca do crescimento puxado por exportações por mais consumo interno.

A fala veio durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial. Para o Rio Grande do Sul, o recado mexe com dois dos maiores mercados de quem vende lá fora: EUA e China. Mudanças no consumo e nos juros dessas economias costumam chegar ao estado pelo preço e pela demanda de produtos como soja, carnes e máquinas.

China precisa gastar, EUA poupar e Europa investir

Georgieva resumiu o diagnóstico: "a China precisa gastar mais, os EUA têm de poupar mais e a Europa tem de investir mais".

Sobre os EUA, ela afirmou que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, reconhece que o déficit e a dívida do país estão altos demais. Segundo Georgieva, o crescimento ajuda, mas não entrega o ajuste necessário na velocidade exigida, e algumas medidas fiscais serão necessárias.

Sobre a China, ela repetiu o conselho de sempre a Pequim: países com superávit precisam aumentar o consumo doméstico. A declaração veio em um dia em que dados mostravam o país a caminho de um superávit comercial recorde.

Juros altos aceleram a conta

Georgieva apontou as economias avançadas, em especial EUA e países europeus, como as "piores infratoras" em dívida excessiva. Segundo ela, os juros mais altos dos títulos de referência chegam aos países de baixa renda.

O chefe de assuntos fiscais do FMI disse que a inflação, a dívida alta e a alta dos juros aumentaram a urgência da consolidação fiscal no mundo. O Monitor Fiscal, divulgado na quarta, alertou que atrasos em uma era de crédito mais caro só tornam o trabalho mais difícil nos próximos anos.

Georgieva disse que os colchões de energia e de contas públicas estão sendo consumidos, enquanto a inflação persistente e os juros em alta pesam no serviço da dívida. O FMI projeta crescimento global de cerca de 3,1% em 2026, igual à previsão de abril.

G20 se reúne nesta quinta em Bangkok

Os ministros de Finanças do G20 se reúnem nesta quinta (15), às margens do encontro em Bangkok. Os EUA usam a presidência do G20 para tentar reunir aliados contra as políticas "não de mercado" da China, que levaram ao excesso de capacidade industrial.

📱 As principais do dia, do teu jeito

Escolhe os assuntos e a região. Chega no WhatsApp, no e-mail ou nos dois. Sai quando quiser.

Sem spam e de graça, como tem que ser 🧉 · privacidade

Saber mais

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Leia também