FMI diz que ataques na Arábia Saudita podem afetar o mundo; crescimento global será de 3,1%
Em Bangkok, Kristalina Georgieva também afirmou que o serviço da dívida já consome 14% das receitas dos países de baixa renda, contra cerca de 6% há dez anos.
Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 20:07 · 2 min de leitura

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou nesta quarta-feira (14) que os ataques recentes à Arábia Saudita podem ter efeitos negativos "para todos, em todo lugar". Ela disse que a economia saudita é importante para a região e para o mundo. A fala ocorreu em entrevista coletiva nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, em Bangkok, na Tailândia.
O que muda para quem vive no RS
O recado mexe com o petróleo, e petróleo mexe com combustível, frete e custo de produção, inclusive no campo gaúcho. As projeções do FMI partem de uma alta de quase 41% no preço do petróleo em 2026, com média de US$ 96 o barril. O Fundo não divulgou estimativa específica para o Rio Grande do Sul.
Segundo a AFP, os ataques atribuídos aos houthis do Iêmen atingiram aeroportos e instalações de energia no reino. O preço do cru disparou desde que o Irã fechou, na prática, o Estreito de Ormuz, após ser atacado por Estados Unidos e Israel em fevereiro.
Projeção sobe para 3,1%
No World Economic Outlook divulgado na terça-feira (13), o FMI projeta crescimento global de 3,1% em 2026, e retomada a 3,4% em 2027.
A estimativa anterior, de julho, era de 3%, e o avanço de 2025 foi de 3,5%. Em relação a abril, o número é o mesmo, de acordo com a transcrição da coletiva.
Para Georgieva, o crescimento é puxado em duas direções: o choque negativo de oferta de energia, provocado pela guerra no Oriente Médio, e o choque positivo da demanda por inteligência artificial.
A inflação global deve subir a 4,7% em 2026 e recuar a 4,1% em 2027.
Dívida pesa mais nos países pobres
Georgieva afirmou que o serviço da dívida dos países de baixa renda passou de cerca de 6% das receitas há uma década para 14% hoje. Ela pediu apoio para que essas economias fortaleçam seus fundamentos e resistam a choques.
Aos governos em geral, a diretora-gerente recomendou ampliar receitas, racionalizar gastos e melhorar a gestão das finanças públicas.
Serviço
- Evento: reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, em Bangkok
- Relatório: World Economic Outlook, outubro de 2026, no site do FMI (imf.org)
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