Valdemar diz que não gostou da carta de Flávio; Tarcísio o aconselhou a ficar no Brasil
Presidente do PL reprovou o texto em que o senador alega fraude sem provas, e o governador de SP contou o conselho dado antes de Flávio viajar aos EUA.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reprovou a carta em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contesta o resultado da eleição. A declaração foi dada na manhã desta quinta-feira (29), na chegada ao condomínio em Brasília onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Perguntado sobre o texto, Valdemar respondeu: "Não gostei". Segundo Valdemar, o ex-presidente não sabia que o filho deixaria o Brasil.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também se distanciou do episódio. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada na quinta, ele disse que o conselho dado a Flávio, por ele, pelos advogados e pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), foi que ficasse no país. Tarcísio afirmou que não julga a decisão do senador e que não conhecia o plano de saída.
O que muda para quem acompanha a política
A cúpula do PL e aliados de peso deixam claro que não endossam o discurso de fraude. Para o eleitor gaúcho, o recado é que o partido do candidato derrotado não adota a tese da carta. O próprio PL havia reconhecido a vitória de Lula em nota assinada por Valdemar. A reprovação veio em declarações de dirigentes e aliados, não em um novo documento do partido.
Marinho descartou endossar a acusação de fraude, ao afirmar que nem o PL nem ele poderiam fazer essa afirmação. A carta também foi criticada por União Brasil e MDB, que defenderam a legitimidade da eleição.
Conselho foi dado antes da carta
O conselho de Tarcísio foi dado em reunião da campanha, na segunda-feira seguinte à eleição. A votação foi no domingo (25), e a carta alega, sem provas, que houve fraude. Segundo a reportagem do Estadão, a entrevista foi feita antes da divulgação do texto, que veio na quarta (28).
A carta foi divulgada na tarde de quarta, já em Miami. Nela, Flávio diz ter visto "uma fraude eleitoral se concretizar", sem apresentar provas. Minutos depois, o texto foi republicado e "presidente eleito" deu lugar a "líder do Brasil".
O que o TSE disse
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, rebateu e garantiu que a eleição transcorreu "dentro da mais absoluta normalidade". O TSE não divulgou, até agora, abertura de processo específico sobre a carta.
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