UNE diz que estudantes voltaram às ruas pela democracia; RS teve atos em três cidades
Entidade declara apoio à reeleição de Lula e cita subfinanciamento das universidades; em Porto Alegre, ato pró-Lula reuniu mais de 50 mil pessoas na terça (13).
Redação Bairrista · 18 de outubro de 2026 às 13:25 · 2 min de leitura

A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, afirmou em entrevista à Agência Brasil, publicada neste domingo (18), que os estudantes voltaram às ruas por causa dos riscos às instituições democráticas e à educação. Segundo ela, o temor pelos rumos do país às vésperas do segundo turno levou o movimento estudantil de volta às ruas. O segundo turno é em 25 de outubro.
Para quem vive no Rio Grande do Sul, a mobilização já chegou a Porto Alegre, Santa Maria e Pelotas. A UNE não se limita a pautas educacionais: Borges defende a democracia e apoia a reeleição do presidente Lula.
Atos no RS começaram na UFRGS
No estado, estudantes da UFRGS fizeram na quarta (7), no campus central, em Porto Alegre, uma assembleia convocada pelas entidades representativas. Na capital, houve manifestações no dia 8 e na terça (13). Em Pelotas, um ato público reuniu estudantes no dia 13; em Santa Maria, no dia 8.
A coordenadora-geral do DCE da UFRGS, Niara Dy Luz, disse que a mobilização no estado começou quando o movimento estudantil convocou os alunos da universidade, o que resultou na assembleia.
A caminhada de terça (13) em Porto Alegre foi um ato pró-Lula que reuniu movimentos sociais, estudantes e parlamentares. Segundo o Brasil de Fato, mais de 50 mil pessoas participaram. A reitora da UFRGS, Márcia Barbosa, afirmou estar na rua "lutando pela ciência, pelo conhecimento e pela democracia".
Alunos da UFRGS disseram ter sofrido intimidações.
O que a UNE aponta
Na entrevista, Borges disse que o país vive mais do que uma disputa eleitoral: segundo ela, é "o futuro do nosso país em risco". A dirigente citou a possibilidade de um governo autoritário e contrário à educação, o que a entidade considera um retrocesso.
Entre os desafios das universidades públicas, ela mencionou o subfinanciamento, a falta de assistência estudantil suficiente e as dificuldades para alunos de baixa renda seguirem estudando. Borges também defendeu manter a organização estudantil para além do período eleitoral.
Borges tem 25 anos, é estudante de letras do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e preside a UNE no mandato 2025–2027.
Próximo passo
Um ato nacional está marcado para este domingo (18), a uma semana do segundo turno, em 25 de outubro. O eleitor gaúcho vota no segundo turno no domingo (25).
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