Trump e Milei seguem sem cumprimentar Lula; Meloni parabeniza e Netanyahu se cala
Chefes de governo de direita da América Latina reconheceram a reeleição, e a Casa Branca não anunciou rejeição formal ao resultado do segundo turno.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Até a manhã desta segunda-feira (26), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o da Argentina, Javier Milei, não haviam felicitado Lula pela reeleição no segundo turno de domingo (25). O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também não se manifestou. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, porém, parabenizou Lula nesta segunda (26) pela vitória sobre Flávio Bolsonaro.
A ausência de mensagem não significa, necessariamente, que os governos rejeitaram o resultado. A Casa Branca não havia anunciado rejeição oficial. O Itamaraty não se manifestou sobre a ausência de cumprimentos.
Biden cumprimentou Lula em menos de 40 minutos em 2022
Naquela eleição, o então presidente dos EUA, Joe Biden, cumprimentou Lula menos de 40 minutos depois da confirmação da vitória no segundo turno. A relação entre os dois países, neste ano, é marcada pela guerra comercial e pelo tarifaço.
Trump disse, durante a votação, que acompanhava o processo eleitoral brasileiro, mas não comentou o resultado. Donald Trump Jr., filho do presidente, compartilhou uma publicação que chamava Lula de "próximo Nicolás Maduro". Já o senador Bernie Sanders, de oposição a Trump, parabenizou Lula na noite de domingo.
Milei e Netanyahu já tinham escolhido lado
O caso de Milei é mais direto. Depois do primeiro turno, ele parabenizou Flávio Bolsonaro, "querido amigo", por uma "eleição histórica contra o comunista Lula". O presidente argentino também tratou Flávio como vencedor do primeiro turno.
Netanyahu também havia felicitado Flávio. Na ocasião, escreveu que esperava restabelecer a "extraordinária amizade" entre Israel e Brasil.
Flávio Bolsonaro contestou o resultado do segundo turno e o classificou como inválido.
Direita latino-americana reconheceu o resultado
Outros governos de direita agiram de outra forma. Kast (Chile), Fujimori (Peru), Noboa (Equador), Peña (Paraguai) e Mulino (Panamá) se manifestaram, em mensagens públicas.
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, também cumprimentou Lula. Disse que os dois países são "irmãos", apesar das diferenças políticas, e que respeito mútuo, soberania e cooperação devem guiar a relação.
Fora do continente, a lista de cumprimentos inclui o presidente da França, Emmanuel Macron, o premiê da Espanha, Pedro Sánchez, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e os líderes de China, Rússia, Índia e África do Sul.
Seguem sem manifestação pública sobre o resultado os governos dos EUA, da Argentina e de Israel. Se Trump ou Milei vão enviar mensagem ou telefonar a Lula é o próximo gesto a observar.
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