Lula é reeleito com 51,79% após virada; abstenção cai a 19,21%, menor em 20 anos
Petista ampliou em mais de 10 milhões os votos do 1º turno e enfrentará um Congresso com o PL na maior bancada da Câmara e do Senado.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito para um quarto mandato neste domingo (25), ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno. No balanço divulgado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, Lula somou 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio.
A diferença foi de 4.430.191 votos, ou 3,58 pontos percentuais. O sistema do TSE confirmou matematicamente a reeleição às 21h08, com 97,69% das seções totalizadas. O novo mandato de Lula e do vice Geraldo Alckmin (PSB) começa em janeiro de 2027.
Lula virou depois de largar atrás
No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio terminou com 47,03% dos votos válidos, cerca de 56,1 milhões, contra 45,16% de Lula, ou 53,9 milhões. Entre os dois turnos, Lula ampliou sua votação em mais de 10 milhões de votos. É a primeira vez desde a redemocratização que um candidato à Presidência reverte no segundo turno a desvantagem do primeiro.
O petista terá pela frente um Congresso com o PL na maior bancada da Câmara e do Senado.
Abstenção cai a 19,21%
O segundo turno registrou 19,21% de abstenção, o menor nível desde 2006 (18,99%), segundo o TSE. No primeiro turno, a taxa havia sido de 21,08%. Na comparação com 2022, quando 20,6% do eleitorado não votou, a queda é de 1,4 ponto percentual. Cerca de 30 milhões de eleitores deixaram de votar, aproximadamente 3 milhões a menos do que na primeira etapa.
A explicação para o comparecimento maior passa pela mobilização das campanhas. O Poder360 aponta que as campanhas dos dois candidatos intensificaram as mobilizações de rua na reta final. A campanha de Lula pôs o esforço para atrair os eleitores ausentes no primeiro turno entre suas prioridades.
Comunicação digital ganhou peso
Segundo a Agência Estado, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), coordenou a comunicação após o 1º turno com a equipe do ministro da Secom, Sidônio Palmeira. O deputado André Janones (Rede) tocou o canal de WhatsApp "Exército do Lula".
Quem não votou no segundo turno tem até 60 dias para justificar a ausência à Justiça Eleitoral, segundo o TSE.
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