PF abre inquérito em Sergipe e apura se falta de ônibus atrapalhou voto em cinco estados
Diligências e oitivas também correm em São Paulo, Bahia, Alagoas e Piauí; a PF não informou prazo para concluir a apuração.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

A Polícia Federal (PF) abriu inquérito em Sergipe para apurar se a redução de ônibus em circulação no segundo turno, no domingo (25), dificultou ou impediu o voto. Há investigações semelhantes sobre ocorrências em São Paulo, na Bahia, em Alagoas e no Piauí. A PF informou nesta segunda (26) que quer esclarecer as circunstâncias da redução das frotas e se ela atrapalhou o acesso às urnas.
O Rio Grande do Sul não aparece entre os estados com apuração sobre transporte. Quem votou no RS não está no alvo dessa investigação.
Diretor da PF diz que os fatos ainda estão em apuração
O diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF, Dennis Cali, falou do caso em coletiva no domingo. "São fatos que ainda estão em apuração." Cali disse que a PF trabalha com os tribunais regionais eleitorais, o Ministério Público Eleitoral e as demais polícias. Segundo ele, as diligências incluem oitivas de pessoas e apurações nos locais.
A PF não detalhou quantos ônibus deixaram de circular, em quais municípios, nem quem determinou a redução.
Balanço da PF soma 86 casos de crime eleitoral no 2º turno
O foco é o artigo 297 do Código Eleitoral, que trata de impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio. A pena prevista é de seis meses de detenção e multa.
O balanço final da PF sobre o segundo turno soma números de todos os crimes eleitorais, e não só os do transporte. Foram 86 casos em todo o país. Até as 8h de segunda (26), a PF tinha instaurado 13 inquéritos e lavrado 64 termos circunstanciados de ocorrência, com seis situações de possível flagrante em análise. Nos estados do caso dos ônibus, a PF registrou oito ocorrências eleitorais em Sergipe, cinco na Bahia, quatro em Alagoas, três no Piauí e três em São Paulo. Entre os principais registros do balanço estão violação do sigilo do voto, propaganda irregular e desordem nos trabalhos eleitorais.
A PF não informou prazo para concluir as oitivas e as diligências. As atualizações do inquérito de Sergipe e das apurações nos demais estados devem sair pela assessoria da PF e pelos tribunais regionais eleitorais.
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