Reuters estima que PL e aliados podem somar mais de 280 deputados e até 50 senadores
A conta da agência parte de uma projeção de apoios feita antes do segundo turno; no resultado oficial, o PL tem 121 deputados e a maior bancada do Senado.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

A agência Reuters avalia que o PL e partidos aliados poderiam controlar mais de 280 das 513 cadeiras da Câmara e até 50 das 81 do Senado. Isso daria à oposição maioria nas duas Casas. A estimativa aparece na cobertura da reeleição do presidente Lula, confirmada pelo TSE no domingo (25), quando o petista derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Na prática, Lula deve começar o quarto mandato com pouca folga para negociar. A Reuters afirma que o cenário pode aprofundar a tendência de presidentes cederem poder ao Congresso em orçamento, grandes projetos e indicações. Entre as indicações, estão as do Supremo Tribunal Federal.
Projeção não é bancada\n\nOs números da Reuters não são resultado oficial do TSE nem uma bancada formal. Eles somam o PL a partidos que declararam apoio a Flávio Bolsonaro. A mesma conta saiu em 15 de outubro, antes do segundo turno, quando a agência dizia que a coalizão estava a caminho de maiorias confortáveis caso ele vencesse a presidência. A agência manteve o dado na cobertura da vitória de Lula, e o texto usa o verbo "poderiam".
O que as urnas deram ao PL\n\nPelo resultado das urnas, o PL terá 121 deputados federais a partir de fevereiro de 2027. A federação PT-PCdoB-PV conquistou 88 cadeiras, 70 delas do PT. A maioria absoluta exigiria 257 deputados, e o PL está 136 cadeiras abaixo disso. Já a direita, somados todos os partidos, ocupará 303 cadeiras, mas a classificação não é uma divisão automática entre governo e oposição.
No Senado, o PL será a maior bancada, com 29 dos 81 senadores. O quadro ainda pode mudar. Com essa força, o partido bloqueia sozinho propostas que exijam três quintos dos votos, como emendas à Constituição. Uma PEC precisa de 308 votos na Câmara e 49 no Senado. O governo depende do Centrão para aprovar PECs e indicações.
Os novos parlamentares tomam posse em fevereiro de 2027. Uma das primeiras decisões será a escolha do presidente do Senado para 2027-2028, e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) busca a reeleição.
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