Três Forquilhas testa inseticidas contra o maruim; RS não tem Oropouche local
Estudo de nove semanas reúne Embrapa, Fiocruz e Ministério da Saúde; ainda não existe protocolo validado de controle químico do inseto.
Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 14:24 · 2 min de leitura

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) começou na primeira semana de outubro a nova fase do estudo que testa inseticidas contra o maruim em Três Forquilhas, no Litoral Norte. O protocolo de campo está previsto para nove semanas, com ciclos alternados de coleta de insetos, monitoramento e aplicação de produtos.
Para quem mora na região, o ponto de partida é este: o RS não registra transmissão local da febre do Oropouche. Segundo a SES, até 8 de outubro o estado tinha dois casos confirmados desde o início de 2024, ambos adquiridos fora do território gaúcho. Também não há protocolo amplamente validado de controle químico do maruim em situações de risco de transmissão, e o estudo quer justamente produzir essa base.
Os resultados poderão orientar ações de vigilância e controle, especialmente em áreas residenciais. A SES não informou que cuidados serão tomados com moradores e animais.
Quem participa do estudo
A coordenação é do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), por meio da Divisão de Vigilância Ambiental em Saúde (DVAS) e do Centro de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CDCT), com participação da 18ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS). Embrapa, Fiocruz e Ministério da Saúde integram a pesquisa, e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) apoia o projeto.
A Prefeitura de Três Forquilhas apoia o trabalho com equipes próprias. Em campo, os técnicos usam uma unidade móvel doada à SES pelo Sistema Fiergs, em parceria com o Sesi-RS.
Maruim está em seis municípios
O monitoramento estadual identificou o inseto em Dom Pedro de Alcântara, Itati, Maquiné, Mampituba, Terra de Areia e Três Forquilhas. A transmissão do vírus ocorre principalmente pela picada do Culicoides paraensis , o maruim ou mosquito-pólvora.
Análise do laboratório da Fiocruz no Rio de Janeiro confirmou o Culicoides paraensis em amostras de Mampituba e Três Forquilhas. Nota técnica da SES de agosto de 2025 informa que a Secretaria da Agricultura identificou a mesma espécie em Dom Pedro de Alcântara, Itati, Maquiné, Mampituba e Terra de Areia.
No início de 2024, municípios do Litoral Norte relataram incômodo da população com as picadas.
O estudo em andamento também quer identificar as espécies presentes, entender a dinâmica das populações e descobrir os horários de maior atividade do inseto.
O que fazer em caso de sintomas
A febre do Oropouche pode causar febre de início súbito, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas e diarreia. Os sinais lembram os da dengue e de outras arboviroses. Quem tiver esse quadro deve procurar um serviço de saúde para avaliação médica e diagnóstico laboratorial.
Saber mais
Leia também
Mais de 250 pessoas bloqueiam a ERS 463 em Tapejara e cobram recapeamento completo

Anac exige contrato com FBO antes de pedir slot da aviação geral em Congonhas

Cotiporã assina edital de R$ 26,6 milhões para nova ponte sobre o Rio das Antas

Centro de Proteção Animal de Caxias só sai em 2027; obra tem impasse com a RGE

Mais lidas
1Senado vota PEC do fim da 6x1; Mourão (RS) é contra e critica colegas da oposição2Leite cai 0,90% no Conseleite e Gadolando teme nova baixa com silagem atrasada pela chuva3Flávio Bolsonaro faz comício em Porto Alegre e defende maioridade penal de 16 anos na PEC4BR-470 fecha na Serra das Antas das 22h de sábado (17) às 6h de domingo (18)5Inmet põe seis regiões do RS sob alerta amarelo de tempestade até as 23h59