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Centro de Proteção Animal de Caxias só sai em 2027; obra tem impasse com a RGE

Cerca de 400 cães, 40 gatos e quatro equinos seguem na estrutura de São Virgílio, enquanto prefeitura e concessionária divergem sobre quem executa o deslocamento da rede elétrica.

Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 13:46 · 4 min de leitura

Centro de Proteção Animal de Caxias só sai em 2027; obra tem impasse com a RGE
Foto: Divulgação/SER Caxias

A entrega do novo Centro de Proteção Animal de Caxias do Sul, em São Giácomo, ficou para até o fim do primeiro semestre de 2027. O secretário municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Ramon Sirtoli, afirmou nesta sexta (16) que concluir a obra ainda em 2026 não será possível. A previsão original era o fim deste ano.

Quadro: Centro de Proteção Animal de Caxias só sai em 2027; obra tem impasse com a RGE
Entenda em um quadro · Bairrista

Até lá, o canil municipal continua em São Virgílio, onde a secretaria mantém cerca de 400 cães, 40 gatos e quatro equinos. Em 2024, a unidade tinha cerca de 430 animais e, na década passada, chegou a comportar quase 2 mil. A mudança só acontece quando o novo centro ficar pronto.

A obra é tocada pela REM Construções, de Flores da Cunha. A ordem de início foi assinada em 7 de outubro de 2025 e o prazo para concluir era de um ano . Segundo Sirtoli, os canis estão em construção, e a etapa de alvenaria deve terminar em breve. A serralheria fica para uma fase posterior, e o ambulatório exige mais tempo de execução.

Chuva e solo que drena mal travam as máquinas

Sirtoli atribui o atraso às chuvas e às características do terreno. O solo drena mal e dificulta o acesso e a operação das máquinas depois dos períodos de chuva, explicou o secretário.

A data de 2027 já aparecia em declarações anteriores, de forma menos firme. Em abril, Sirtoli falava em conclusão entre o fim de 2026 e o início de 2027, sem data definida, com o cronograma dependente do clima no outono e no inverno.

Mais tarde, ele disse que o inverno e a instabilidade do tempo afetaram a terraplenagem e indicou entrega até o fim do primeiro semestre de 2027.

Prefeitura e RGE divergem sobre a rede elétrica

A empresa trabalha com geradores para manter a obra andando. A REM só conseguiu começar as intervenções no terreno porque negociou fornecimento provisório de energia com moradores da região.

A prefeitura diz que encaminhou o projeto de extensão da rede e que a obra ficaria a cargo da RGE. A concessionária dá outra versão em nota: instalou um transformador para a ligação de energia e considera concluídas as intervenções necessárias na rede de distribuição. Segundo a empresa, há um pedido para mudar o traçado da rede. A RGE afirma que elaborou o projeto e o orçamento, enviou ao cliente e que a prefeitura optou por contratar empresa terceira. Para a distribuidora, a execução dessa etapa é responsabilidade da prefeitura e da contratada.

Questionado, Sirtoli disse que o assunto precisa ser discutido entre as duas partes.

R$ 1,5 milhão empenhado, financiamento de R$ 8 milhões

Até agora, a prefeitura empenhou cerca de R$ 1,5 milhão. O orçamento previsto é de R$ 6 milhões. A estimativa do edital era de R$ 8.002.488,48, e a REM venceu com proposta de aproximadamente R$ 6 milhões. A prefeitura dispõe de financiamento de R$ 8 milhões com o Badesul Desenvolvimento, contratado para a construção do centro. O valor que falta para concluir a obra não foi informado.

Duas licitações desde 2024

A primeira licitação foi aberta em 24 de abril de 2024 e teve como vencedora a MASB Engenharia, de Capitão Leônidas Marques (PR).

O contrato previa até 12 meses de obra e valor de R$ 7,83 milhões.

A ordem de início foi assinada em 20 de agosto de 2024.

As obras não começaram. A primeira empresa desistiu meses depois, por incompatibilidade entre o valor do contrato e o financiamento do Badesul. O projeto foi reformulado, e o edital, relançado em 2025 com a participação de 17 empresas. Depois da assinatura com a REM, os trabalhos no terreno só começaram cerca de 15 dias depois, por problemas com a energia elétrica.

O novo centro terá prédio administrativo, ambulatório, canis coletivos e individuais, espaços para mães com filhotes, idosos e animais agressivos, gatis e baias para equinos. A capacidade prevista é de 440 cães, 60 gatos e quatro animais de grande porte, em terreno de 5,3 hectares. Na área de zoneamento, a Câmara aprovou o projeto que cria a Zona Específica do Centro de Proteção Animal, e a proposta aguarda sanção do prefeito. Sobre a rede elétrica, Sirtoli indicou que prefeitura e RGE ainda precisam definir quem executa a mudança de traçado.

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