Terraplanagem da Soli3 adianta em Cruz Alta e BNDES aprova R$ 150 milhões para biodiesel
Complexo de R$ 1,25 bilhão das cooperativas Cotrijal, Cotripal e Cotrisal deve começar a produzir em maio de 2028 e gerar cerca de mil empregos na obra.
Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 05:38 · 2 min de leitura

A terraplanagem da Soli3, complexo de soja e biodiesel das cooperativas Cotrijal, Cotripal e Cotrisal em Cruz Alta, no Planalto Médio, anda mais rápido que o previsto. O presidente da Cotrijal, Nei César Manica, disse à coluna Giane Guerra, da GZH, que a obra civil, a das edificações, deve começar nos próximos dias. A produção está prevista para maio de 2028, inicialmente só com soja.
Para a região, o projeto traz emprego e um destino industrial para a soja das cooperativas. A construção deve gerar cerca de mil empregos, além de 150 diretos e 500 indiretos na operação. A prefeitura de Cruz Alta trata o empreendimento como "o maior projeto privado já instalado no município".
BNDES aprova R$ 150 milhões para máquinas
Nesta terça (13), o BNDES anunciou a aprovação de um limite de crédito de R$ 150 milhões para a compra de máquinas e equipamentos que serão instalados na planta. O dinheiro vem do programa Fundo Clima – Máquinas Verdes, e o prazo de utilização é de dois anos, prorrogável por mais 12 meses.
O Banrisul entra com outro empréstimo, de R$ 200 milhões. Segundo o Jornal do Comércio, as obras já receberam R$ 150 milhões em recursos próprios e R$ 650 milhões em linhas de crédito.
Fábrica vai processar 1 milhão de toneladas de soja por ano
Na primeira fase, a planta poderá processar três mil toneladas de soja por dia, o que chega a um milhão de toneladas por ano. A produção de biocombustível deve alcançar 200 mil toneladas anuais.
O complexo também fará óleo degomado, farelo de soja e casca peletizada, com faturamento anual projetado em R$ 2,5 bilhões. A capacidade de armazenagem será de 160 mil toneladas de grãos.
O diesel vendido nos postos já leva 15% de biodiesel.
Ferrovia pesou na escolha de Cruz Alta
As cooperativas escolheram o município por causa da localização logística, da proximidade com a ferrovia e dos canais portuários. O projeto prevê integração ferroviária ao complexo.
Segunda fase pode mais que dobrar a capacidade
O Governo do Estado concedeu à Soli3 a Licença de Instalação, etapa que conclui o licenciamento ambiental e autoriza o início das obras. Os primeiros serviços foram a terraplanagem e a montagem do canteiro, e a cerimônia de início das obras aconteceu em junho.
A ideia é duplicar a fábrica. Na segunda fase, a capacidade chega a 7,2 mil toneladas de soja por dia, e a produção de combustível sobe para 500 mil toneladas anuais. O prazo e o valor dessa ampliação não foram divulgados. Segundo a coluna da GZH, o equipamento também pode processar canola com pequenos ajustes.
O presidente da Cotripal e da Soli3, Germano Döwich, afirmou que as cooperativas reconhecem a industrialização como caminho necessário para o crescimento do cooperativismo gaúcho. Juntas, as três cooperativas atendem mais de 35 mil associados.
Próximo passo: o início da obra civil, anunciado para os próximos dias.
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