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Urgente Dois cargueiros afundam perto de Ormuz em 24 horas; ataques batem recorde na guerra
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Dois cargueiros afundam perto de Ormuz em 24 horas; ataques batem recorde na guerra

Um dos navios foi atingido em 23 de setembro e deixou um tripulante indiano morto; a Kpler aponta queda brusca no petróleo que passa pelo estreito.

Por que afeta o RS: A queda do fluxo de petróleo por Ormuz pode pressionar preços de combustíveis e custos de fretes no Rio Grande do Sul.

Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 01:35 · 2 min de leitura

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Ilustração: Bairrista/IA

TÍTULO: Dois cargueiros afundam perto de Ormuz em 24 horas; ataques batem recorde na guerra

LINHA FINA: Um dos navios foi atingido em 23 de setembro e deixou um tripulante morto; a Kpler aponta queda brusca no petróleo que passa pelo estreito.

Dois navios de carga afundaram perto do estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, em incidentes separados, informaram autoridades marítimas nesta quarta (14). O porta-contêineres GFS Pride, de Singapura, foi atingido na terça (13) e naufragou. O graneleiro Cape Dao, de Antígua e Barbuda, foi atingido em 23 de setembro e só agora foi dado como afundado.

Antes da guerra, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo passava por Ormuz. Quando o fluxo cai, o preço internacional do barril sobe. Isso costuma chegar ao diesel, à gasolina e ao frete que movimentam a economia gaúcha.

Um morto e 21 evacuados

O GFS Pride tem capacidade para 2.824 TEU, a medida de contêineres de 20 pés. A Autoridade Marítima e Portuária de Singapura (MPA) informou que o navio sofreu danos e pegou fogo. Os 21 tripulantes foram evacuados em segurança, e não houve feridos.

Vídeos verificados pela CNN mostram fumaça escura e o navio adernando. Imagens de satélite registram contêineres na água e uma mancha de óleo. A Guarda Revolucionária do Irã disse que o navio bateu em uma mina marinha ao usar uma rota não autorizada. Especialistas ouvidos pela CNN duvidam e consideram mais provável um ataque de drone.

No caso do Cape Dao, dados da Organização Marítima Internacional (IMO) mostram o naufrágio. Um tripulante morreu no ataque de setembro, e o restante da equipe foi retirado logo depois. Segundo a consultoria britânica Vanguard, uma tentativa de salvamento não deu certo.

Ataques chegam ao maior número desde o início da guerra

A guerra entre Estados Unidos e Irã começou em 28 de fevereiro. Desde então, os dois navios são o segundo e o terceiro a afundar, segundo análise de dados da IMO.

Ao menos 10 embarcações foram atacadas em Ormuz ou perto dele desde domingo (11), segundo dados da Vanguard, da IMO e da agência britânica UKMTO. Foram seis no domingo, o maior número diário do conflito, e quatro na terça. Outubro já soma 23 ataques, quase o dobro da média mensal da guerra. Dois marinheiros estão desaparecidos.

O analista Barun Gupta, da Vanguard, disse que o tráfego de petróleo por Ormuz vinha perto de 80% do nível anterior à guerra. Segundo ele, acelerar os ataques permite a Teerã mostrar que ainda consegue atrapalhar essa recuperação.

Petróleo por Ormuz cai de 20,8 milhões para 2,9 milhões de barris em três dias

A Kpler, empresa de monitoramento de navios, registrou quase 20,8 milhões de barris de petróleo transportados por Ormuz em 8 de outubro. Em 11 de outubro, foram 2,9 milhões. Os números foram divulgados pela Al Jazeera.

A MPA classificou os ataques como violação do direito internacional.

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