STM deve julgar perda de patente de Bolsonaro e de outros 4 militares só em 2027
Processos estão em fase de diligências e sem data de sessão; o tribunal estima de nove a 11 meses para esse tipo de análise.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O Superior Tribunal Militar (STM) deve deixar para 2027 o julgamento dos pedidos de perda de posto e patente de Jair Bolsonaro e de aliados condenados pela trama golpista. A avaliação foi publicada pelo Valor nesta quarta (28). O tribunal não divulgou calendário oficial de sessões.
O ex-presidente, capitão da reserva do Exército, segue com a patente ao menos até o início de 2027. Se a perda for decretada, o soldo de R$ 12.861,61 poderá ser repassado a familiares como pensão.
Cinco militares, cinco processos
O Ministério Público Militar protocolou as ações no STM em 3 de fevereiro de 2026. Além do ex-presidente, serão julgados separadamente o almirante Almir Garnier e os generais Paulo Sérgio Nogueira, Augusto Heleno e Walter Braga Netto. Cada oficial tem um relator próprio.
O rito se chama declaração de indignidade para o oficialato. Vale para oficiais condenados em definitivo a mais de dois anos de prisão. Não é um novo julgamento criminal: os ministros não reexaminam a responsabilidade penal.
O que diz o STM sobre prazo
Segundo o STM, as ações estão na fase de cumprimento de diligências determinadas pelos relatores, e procedimentos desse tipo costumam levar de nove a 11 meses. Ao Metrópoles, o tribunal afirmou que a previsão é de julgamentos no início de 2027.
Os relatores não têm prazo oficial para concluir o voto. Só depois disso a presidência do STM, hoje exercida pela ministra Maria Elizabeth Rocha, marca a data e convoca os 15 ministros. O RIC informou que o julgamento de Bolsonaro foi "congelado" à espera de decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do STF, sobre o recurso da defesa.
A defesa de Bolsonaro também contestou a participação de um dos ministros. O pedido de afastamento do ministro Francisco Joseli Parente Camelo foi negado por unanimidade.
Anistia entra na conta
Pela avaliação relatada pelo Valor, uma anistia aprovada pelo Congresso eleito em outubro poderia esvaziar os processos. Não há lei aprovada nem decisão do STM sobre esse efeito, que dependeria do texto e de como ele alcançaria as condenações.
O próximo passo está nas mãos dos relatores. Quando os votos ficarem prontos, a presidência do STM marca as sessões no plenário, em Brasília.
Perguntas frequentes
Quando o STM deve julgar a perda de patente de Bolsonaro?
Segundo o STM, a previsão é de julgamentos no início de 2027, após diligências que costumam levar de nove a 11 meses.
Quais militares tiveram pedido de perda de patente no STM?
Além de Jair Bolsonaro, são julgados o almirante Almir Garnier e os generais Paulo Sérgio Nogueira, Augusto Heleno e Walter Braga Netto.
O julgamento no STM rediscute a condenação criminal?
Não. É um rito de declaração de indignidade para o oficialato, e os ministros não reexaminam a responsabilidade penal.
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