STF deve receber em novembro relatório da PF sobre seis ministros citados no caso Master
Fachin pediu que as menções sejam apresentadas com contexto e em caráter descritivo; o documento ainda passa pela PGR e pelo plenário.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar, agora que as eleições terminaram, a discussão sobre as menções a ministros da Corte no caso Banco Master. A expectativa é que o presidente do STF, Edson Fachin, receba no início de novembro relatórios da Polícia Federal com informações do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Ser citado em mensagem não é o mesmo que ter cometido irregularidade. Cabe ao STF avaliar se o conteúdo justifica abrir investigação.
Fachin pediu texto descritivo e com contexto
Em reunião com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em 13 de outubro, Fachin disse que as citações deverão ser acompanhadas de seu contexto e "em caráter estritamente descritivo". Antes, em 2 de outubro, ele havia enviado ofício à PF pedindo informações completas sobre o caso, sem exceção de pessoa.
Conforme despacho do ministro Alexandre de Moraes encaminhado a Fachin, o material traz menções ao próprio Moraes e a André Mendonça, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques, que preside o Tribunal Superior Eleitoral. As reportagens consultadas não detalham o contexto de cada citação. A PF não informou o dia exato da entrega do relatório.
O que acontece depois da entrega
Segundo relatos da reunião, o documento será submetido à Procuradoria-Geral da República (PGR), para parecer, e depois Fachin o levará ao plenário do STF. Investigadores avaliam que esse é o caminho correto, porque a decisão de abrir investigação contra ministros deve passar pelo colegiado.
Em setembro, Fachin abriu um procedimento para analisar as menções aos ministros, separado do inquérito das fake news.
O calendário foi pensado em função da eleição. Integrantes do STF temiam que a apresentação no segundo turno afetasse o ambiente eleitoral. A crise no Supremo virou tema das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro. Há ainda preocupação na Corte com pedidos de impeachment de ministros diante do novo cenário no Senado.
Situação do Banco Master e de Vorcaro
O Banco Central barrou em setembro de 2025 a compra do Master pelo BRB, banco com sede no Distrito Federal. O Master foi liquidado extrajudicialmente em novembro de 2025. Vorcaro está preso preventivamente desde março de 2026.
Em outubro, ele prestou novo depoimento à PF sobre a tentativa de venda do banco ao BRB. Negou fraude de R$ 12 bilhões, e seus advogados disseram que pediriam o arquivamento do inquérito.
Com a chegada do relatório, o próximo passo é o parecer da PGR. Só depois o plenário do STF decide se abre ou não investigação sobre algum dos ministros citados.
Saber mais
- Times Brasil – STF deve receber em novembro relatórios da PF sobre ministros citados no caso Master
- Tribuna do Sertão – Relatório da PF sobre ministros do STF citados por Vorcaro será encaminhado a Fachin em novembro
- GPS Brasília – Relatório da PF sobre ministros do STF e Vorcaro será entregue em novembro
- CBN – Vorcaro nega fraude de R$ 12 bilhões em negócio com o BRB e pede arquivamento
- O Globo – Fachin envia ofício a diretor da PF e diz que fatos envolvendo ministros devem ser apurados sem exceção
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