Câmara aprova MP que amplia indenização de fronteira a mais carreiras; vai ao Senado
A MP 1.375/2026 estende o pagamento a servidores de áreas estratégicas e ainda precisa passar pelo Senado para virar lei.
Por que afeta o RS: Servidores de fronteira do RS (Fronteira Oeste e Sul) estariam entre os beneficiados pela ampliação, se as carreiras gaúchas forem incluídas.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça (27), em votação simbólica, a Medida Provisória 1.375/2026, que amplia o número de carreiras com direito à indenização de fronteira. O texto segue agora para o Senado.
A medida pode alcançar servidores federais que trabalham na faixa de fronteira do Rio Grande do Sul, como em Uruguaiana, Santana do Livramento e São Borja. Quem entra depende de uma lista de localidades estratégicas. Pelo texto aprovado na comissão mista, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos elabora e divulga essa lista. Os critérios são estar em região de fronteira ou na Amazônia Legal e a dificuldade de fixar servidores.
O que a MP muda
A indenização é paga a quem atua na prevenção, no controle, na fiscalização e no combate a crimes transfronteiriços. O valor da MP original é de R$ 91 por dia de efetivo trabalho nessas localidades. A medida também valida pagamentos retroativos para certas categorias.
A comissão mista que analisou a MP aprovou, em 1º de setembro, uma versão com mudanças. O valor passaria para R$ 191 por dia, com efeitos financeiros a partir de 1º de janeiro de 2027, e o Poder Executivo poderia corrigi-lo periodicamente. Entre as carreiras incluídas nessa versão estão peritos criminais, servidores da Funai, fiscais federais agropecuários e integrantes do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo. Docentes e técnico-administrativos das instituições federais de ensino também foram contemplados.
O relator, senador Eduardo Gomes (PL-TO), defendeu tratamento igual para quem trabalha no mesmo município. "Se o município é estratégico, o adicional de fronteira é direito de todos os servidores que nele atuam", afirmou.
Outros pontos do texto
A MP transforma 254 cargos vagos de agente administrativo do antigo Ministério da Fazenda em 50 cargos de inspetor federal do mercado de capitais, para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A medida também permite que servidores de antigos territórios federais exerçam o direito de opção para integrar quadros em extinção da União.
Próximo passo
A MP já está em vigor, mas perde a eficácia se não for aprovada por deputados e senadores até 30 de outubro. Só depois que o Ministério da Gestão divulgar a lista de localidades estratégicas será possível saber quais cidades gaúchas entram.
Perguntas frequentes
Qual é o valor da indenização de fronteira prevista na MP 1.375/2026?
Na MP original, são R$ 91 por dia de efetivo trabalho nas localidades estratégicas; a versão da comissão mista propõe R$ 191 por dia, a partir de 1º de janeiro de 2027.
Até quando a MP 1.375/2026 precisa ser aprovada?
Ela precisa ser aprovada por deputados e senadores até 30 de outubro, senão perde a eficácia.
Quais cidades gaúchas podem ser incluídas?
Servidores federais de municípios da faixa de fronteira gaúcha, como Uruguaiana, Santana do Livramento e São Borja, podem entrar, mas a inclusão depende da lista de localidades estratégicas que o Ministério da Gestão ainda vai divulgar.
Saber mais
- Agência Câmara de Notícias – MP 1.375/26 amplia indenização para servidores em áreas estratégicas de fronteira
- Agência Senado – Adicional de fronteira para servidores passa em comissão e vai à Câmara
- Congresso Nacional – MPV 1375/2026
- ANDES-SN – Adicional fronteira para docentes federais passa em comissão do Senado e vai à Câmara
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