Sistema de envio de documentos da FEC, nos EUA, sai do ar após suposta tentativa de invasão
Comissão Eleitoral Federal não confirma ataque, mas informa que novos informes de gastos de campanha não podem ser enviados a uma semana das eleições de meio de mandato.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O sistema eletrônico de envio de documentos da Comissão Eleitoral Federal dos Estados Unidos (FEC) ficou fora do ar a partir da noite de segunda-feira (26), por volta das 22h no horário de Washington. A informação consta de aviso de status da própria comissão, citado pela agência Reuters. A queda vale para o sistema usado por campanhas e grupos políticos para informar gastos. A FEC disse, na terça-feira (27), que sua equipe de tecnologia trabalha para restaurar o serviço.

A Reuters afirmou ter visto um e-mail interno enviado a empresas de conformidade de campanhas. O texto atribui a interrupção a um agente malicioso que tentava invadir os sistemas. Segundo o e-mail, os serviços voltados à internet foram desligados temporariamente. A FEC não confirmou a tentativa de invasão. A comissão informou que o sistema está offline e que relatórios anteriores continuam disponíveis na internet.
Efeito é sobre a divulgação de gastos, não sobre o voto
A FEC monitora gastos de candidatos e comitês políticos, mas não administra eleições nos EUA. A interrupção não deve afetar a capacidade de os eleitores votarem.
Com o canal fechado, ficam travados os novos informes de gastos. Entre eles estão os relatórios de 24 e 48 horas, que mostram quanto grupos políticos e outros agentes gastam em disputas específicas. Quem consulta os dados na internet continua vendo o que já foi protocolado, mas as informações mais recentes demoram a aparecer enquanto o serviço não voltar.
Queda ocorre a uma semana das eleições de meio de mandato
A queda ocorreu uma semana antes das eleições legislativas de meio de mandato, em 3 de novembro. A FEC não informou se haverá mudança nos prazos de entrega dos documentos. Segundo a Reuters, o FBI e a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos EUA (CISA) não responderam de imediato aos pedidos de comentário.
A FEC não deu previsão de quando o sistema volta ao ar.
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