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PolíticaBrasil

PF aponta Flávio Bolsonaro como usuário master de conta de empresa de advogado

Relatório vê indício de participação econômica de fato na Alcazar Holdings; o senador e Willer Tomaz negam negócios juntos.

Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 20:57 · 2 min de leitura

Retrato do senador Flávio Bolsonaro, em foto do Senado Federal
Foto: Senado Federal from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A Polícia Federal identificou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, como "usuário master" de uma conta bancária da Alcazar Holdings. A empresa é do advogado Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro. A informação foi divulgada nesta quarta (14) pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, com base em relatório da PF.

Como candidato à Presidência, Flávio está na disputa que também passa pelo voto do eleitor gaúcho, e a relação dele com um investigado entra no debate eleitoral. O senador diz que nunca manteve conta tendo Tomaz ou qualquer empresa dele como usuário master. O advogado nega conta conjunta e afirma que os dois têm apenas amizade.

PF vê indício de participação de fato na empresa

Segundo a PF, na documentação de abertura da conta, Flávio "figurava com perfil de usuário master", o que lhe dava "nível elevado de acesso e gerenciamento". Para os investigadores, isso sustenta a hipótese de "eventual participação econômica ou societária de fato" dele na empresa.

O relatório integra a investigação sobre desvios no INSS e se apoia em documentos extraídos do iCloud de Tomaz. A conta estava em nome da Alcazar, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, e Tomaz era o único sócio.

E-mail pediu a retirada em maio de 2025

Em 22 de maio de 2025, a secretária de Tomaz, Fayla Menezes, pediu ao Santander que desassociasse do perfil master duas contas: uma com o nome de Flávio Bolsonaro e outra chamada "conta PF Willer". O banco confirmou a exclusão no mesmo dia.

A defesa de Flávio usa esse e-mail a seu favor. Ela afirma que a associação era indevida e que o pedido de exclusão reforça essa versão. Os e-mails mostram que uma conta com o nome do senador constava no perfil master da conta da Alcazar.

Alcazar tinha um terço do jato da viagem aos EUA

A Alcazar tinha um terço de um jato usado por Flávio numa viagem aos Estados Unidos, em janeiro de 2025. A viagem foi revelada pela revista piauí. Outra cotista da aeronave era a Prime You, empresa que tinha entre os sócios o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Na época, o senador disse que voou de carona, a convite de Tomaz.

Tomaz processa a Blaze na Justiça de São Paulo

A PF também investiga se Tomaz usou apostas em jogos de cassino para lavar dinheiro. A apuração envolve a plataforma Blaze, contra a qual ele move ação na Justiça de São Paulo. Segundo comprovante da plataforma apresentado no processo, o resultado líquido dele em 2025 foi negativo em R$ 163,2 milhões.

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