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PolíticaMundoAfeta o RS

Cargueiro GFS Pride afunda em Ormuz e outro navio naufraga; Irã intensifica ataques

Os dois navios tinham gestoras sediadas nos Emirados Árabes Unidos, e a tripulação do GFS Pride, 21 pessoas, foi retirada sem feridos.

Por que afeta o RS: A interrupção do tráfego em Ormuz pode elevar o preço internacional do petróleo e, por consequência, combustíveis e fretes no RS (efeito ainda projetado).

Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 21:45 · 2 min de leitura

Cargueiro GFS Pride afunda em Ormuz e outro navio naufraga; Irã intensifica ataques
Foto: U.S. Navy photo by Mass Communication Specialist 2nd Class Kitt Amaritnant / Wikimedia Commons (Public domain)

O porta-contêineres GFS Pride afundou perto do estreito de Ormuz depois de ser atingido por um projétil, e o graneleiro Cape Dao também está naufragando na região. Os dois casos foram relatados nesta quarta (14) por fontes de segurança marítima à Reuters.

Para quem vive no RS, o risco está no bolso, de forma indireta. Antes da guerra, cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e de gás natural liquefeito passava pelo estreito . Uma rota sob ataque pode pressionar o preço do petróleo e, por tabela, o diesel e o frete pagos por produtores e transportadoras gaúchas. Não há estimativa de impacto específico para o estado.

O que se sabe sobre os dois navios

O GFS Pride tem bandeira de Singapura e capacidade para 2.824 contêineres de 20 pés. O navio sofreu danos e incêndio a bordo e depois afundou. Os 21 tripulantes foram evacuados em segurança , segundo a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura. A agência informou que o navio cruzava o estreito na terça (13).

O Cape Dao tem bandeira de Antigua e Barbuda. Foi atingido por um projétil em 23 de setembro e agora é dado como naufragando , segundo as fontes. A consultoria britânica Vanguard relatou que houve uma tentativa de resgate sem sucesso. A gestora do GFS Pride, a GFS Ship Management FZE, sediada nos Emirados, não foi localizada para comentar. A gestora do Cape Dao, a Peonies Shipmanagement FZE, também fica nos Emirados, e também não respondeu à Reuters.

A Organização Marítima Internacional (IMO), agência da ONU, registra o GFS Pride como o segundo navio a afundar desde o início da guerra entre EUA e Irã, em 28 de fevereiro .

Irã fala em mina; consultoria vê propaganda

A Guarda Revolucionária do Irã disse que um cargueiro afundou depois de atingir uma mina naval no estreito . A versão iraniana difere da de Singapura, que fala em projétil não identificado. A empresa de segurança marítima Marisks afirmou que as declarações iranianas combinam com uma campanha de operações psicológicas para desencorajar o transporte comercial.

Dois altos funcionários iranianos disseram à Reuters que Teerã adota novas táticas contra navios no estreito para manter o petróleo caro e influenciar as eleições legislativas dos EUA . Eles não detalharam a estratégia. Um deles afirmou, segundo a Fox News, que as novas táticas começaram há cerca de 10 dias.

Ataques se multiplicam em outubro

Mais de 20 embarcações, em sua maioria petroleiros, foram atacadas neste mês em Ormuz, no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã, segundo registros da agência britânica UKMTO. As exportações de petróleo pelo estreito voltaram ao nível pré-guerra em setembro, com apoio da Marinha dos EUA, mas recuaram com a alta dos ataques, informou a CNBC.

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