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PolíticaBrasilAfeta o RS

Nunes Marques manda restabelecer na hora canal 'Exército do Lula' no WhatsApp

Presidente do TSE derruba a espera de 48 horas que ele próprio havia fixado; canal de André Janones tem mais de 4 milhões de inscritos.

Por que afeta o RS: A decisão vale em todo o território nacional, inclusive para os eleitores do Rio Grande do Sul no segundo turno.

Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 21:48 · 1 min de leitura

Foto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cujo presidente, Nunes Marques, decidiu sobre o canal no WhatsApp
Foto: O Tribunal da Democracia / Wikimedia Commons (Public domain)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quarta (14) o restabelecimento imediato do canal "Exército do Lula" no WhatsApp. A decisão autoriza o funcionamento integral da página, com novas mensagens e entrada de seguidores.

O canal tem alcance nacional, e a ordem vale em todo o território brasileiro, inclusive para os eleitores do Rio Grande do Sul no segundo turno. Criado e administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal reúne mais de 4 milhões de seguidores e mobiliza apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Espera de 48 horas cai

Na terça (13), Nunes Marques havia autorizado a volta do canal, mas só depois de 48 horas. Pelo cálculo anterior, o canal só poderia retomar as atividades na quinta (15). A nova ordem elimina essa espera.

Nesta quarta, Janones pediu a retomada imediata do canal.

Vaivém começou no domingo

Nunes Marques havia mandado suspender o canal no domingo (11), mas o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a medida horas depois. A suspensão inicial atendeu a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno.

Na terça (13), o presidente do TSE determinou, pela segunda vez, a retirada do canal do ar, alegando falta de registro. A campanha petista informou a comunidade ao TSE às 10h33 daquele dia. Nunes Marques escreveu que a suspensão não se justificava mais depois do registro.

Na decisão de terça, o presidente do TSE manteve as determinações de preservação dos registros e de acompanhamento das publicações pela área técnica do tribunal.

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