Reino Unido enviará caças Typhoon para defender a Arábia Saudita de ataques houthis
Londres também manda um avião de transporte A400M e assessores militares, mas não diz quantos caças nem quantos militares participam da operação.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O Reino Unido anunciou nesta terça (20) que vai usar caças Typhoon da Força Aérea Real (RAF) em missões defensivas sobre a Arábia Saudita. Os jatos vão proteger cidades sauditas e infraestrutura crítica contra ataques aéreos. Londres também enviará um avião A400M para movimentar material de defesa dentro do reino, além de assessores militares para apoiar oficiais sauditas.

O Ministério da Defesa britânico não informou quantos caças nem quantos assessores serão enviados, nem o prazo das missões. Também não deu prazo para a chegada ou para a duração das missões.
Para o leitor gaúcho, o impacto é indireto. O anúncio não envolve o Brasil. A guerra no Iêmen, porém, ameaça o Estreito de Bab el-Mandeb, na entrada do Mar Vermelho, uma rota de petróleo e de comércio. A Arábia Saudita usa essa passagem como alternativa para exportar petróleo desde que o Irã praticamente fechou o Estreito de Hormuz.
Typhoon não vão atacar alvos no Iêmen
Segundo o governo britânico, os Typhoon vão operar em papel defensivo e não farão ataques contra os houthis. Um porta-voz de Downing Street afirmou que os jatos vão interceptar mísseis e drones lançados contra a Arábia Saudita e não farão ataques dentro do Iêmen.
O ministro da Defesa, Wes Streeting, classificou os ataques houthis como desprezíveis. Ele citou o alvo no aeroporto de Riad como sinal de que os houthis tentam escalar a situação na região.
Apoio britânico já existia
O envio amplia a contribuição defensiva que o Reino Unido já mantém na Arábia Saudita, que inclui equipamento de defesa antiaérea contra mísseis e drones. Londres também prorrogou o reabastecimento em voo para operações aéreas defensivas sauditas. A nota oficial diz que esse apoio inclui ações para degradar alvos militares houthis no Iêmen que ameacem sauditas e iemenitas.
Ataque no Iêmen matou 73
O anúncio veio um dia depois de um dos ataques mais letais da escalada. Um míssil balístico houthi atingiu na segunda (19) o campo de treinamento de al-Alam, em Shabwa, no sul do Iêmen. Morreram 73 recrutas, e mais de 200 ficaram feridos. Os mortos eram recrutas de 18 a 20 anos, segundo o governador de Shabwa, Awad Ibn al-Wazir. O governo da província informou que 14 pessoas seguem desaparecidas.
O porta-voz militar houthi, Yahya Saree, disse que o campo era administrado por forças sauditas. As autoridades de Shabwa afirmam que os recrutas eram treinados para garantir a segurança na província, e não para combate.
A escalada se intensificou nas últimas semanas. Os houthis lançaram mísseis e drones contra o reino, incluindo instalações de petróleo e o principal aeroporto de Riad. A coalizão liderada pela Arábia Saudita respondeu com ataques aéreos a posições houthis.
A nota britânica não informa quando os Typhoon começam a operar. O texto também não detalha o mandato do reabastecimento aéreo em operações sauditas dentro do Iêmen.
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