PL rejeita acordo com Alcolumbre e vai lançar Marinho à presidência do Senado
Partido de Bolsonaro terá 29 senadores em 2027 e tenta atrair dissidentes do centro; reunião para formalizar a candidatura está marcada para quarta (4).
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O PL decidiu não apoiar um acordo para a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) na presidência do Senado. Segundo reportagens publicadas na sexta (30), o partido deve lançar o senador Rogério Marinho (PL-RN) na quarta (4), em reunião da bancada que vai definir a candidatura.
A candidatura ainda não foi formalizada.

O que está em jogo para o Senado
A eleição da Mesa define quem conduz a pauta do plenário nos dois anos seguintes. A votação está prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando os novos senadores assumem os mandatos. Com 29 senadores a partir de fevereiro, o PL terá mais de um terço das 81 cadeiras.
O acordo e a recusa
Alcolumbre conversou com senadores sobre um entendimento que poderia beneficiar Jair Bolsonaro. Segundo a reportagem, não houve proposta fechada.
A oposição duvida que ele consiga cumprir o que prometer. Em 2025, o PL o apoiou esperando avanços na anistia, sem sucesso. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que assume vaga no Senado em fevereiro, disse que um novo apoio seria repetir um acordo sem garantias. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), defende usar o tamanho da bancada para ampliar a influência do partido na Casa.
Já em outubro, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse à CNN Brasil que Marinho seria o nome do partido.
A conta de votos e as dissidências
Somados os três senadores eleitos pelo Novo, Marinho parte de uma base potencial de 32 votos. Esse número é uma projeção, não uma lista de apoios confirmados.
Alcolumbre conta com a sinalização de apoio da direção nacional da federação União-PP, que tem 11 senadores. A aposta do PL é em dissidentes do centro, inclusive da própria federação União-PP. O voto para a presidência é secreto, o que facilita divergências.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também tem o nome em circulação como candidata. Aliados dela e de Marinho tentam construir uma candidatura única contra Alcolumbre, mas ainda não definiram quem encabeça.
PEC da Segurança entra no meio
A disputa corre junto com a PEC da Segurança Pública. Alcolumbre pautou a proposta para terça (3). A votação, antes prevista para 15 de outubro, foi adiada por causa de divergências sobre a maioridade penal.
A emenda de Marinho propõe reduzir a idade penal para 16 anos como regra e para 14 em certos crimes. A emenda do senador Camilo Santana (PT-CE) prevê 16 anos apenas para crimes hediondos. O governo tenta votar a PEC sem esse tema.
Serviço
A PEC da Segurança Pública está na pauta do plenário do Senado na terça (3). O PL reúne parlamentares na quarta (4) para decidir a candidatura de Marinho. A eleição da presidência do Senado ocorre em fevereiro de 2027.
Saber mais: fontes consultadas (5)
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