Após carta de Flávio, TSE fala em normalidade e Tarcísio cobra respeito às urnas
Rogério Marinho, coordenador da campanha do senador, afirmou que o PL não pode apontar fraude porque não há provas.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador Rogério Marinho (PL-RN) reagiram na quarta (28) à carta em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) contesta a derrota para Lula (PT). A carta, publicada depois de ele deixar o país, alega fraude, mas não apresenta provas.

Lula venceu o segundo turno de 25 de outubro com 64.256.232 votos (51,79%), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio, diferença de 4.430.191 votos. O resultado vale para todo o país, inclusive para o eleitor gaúcho.

O que a carta diz
Na primeira versão, Flávio se autoproclamava "o verdadeiro presidente eleito do Brasil". Na versão publicada depois no perfil dele no X, passou a se definir como "o líder do Brasil". Um dos argumentos citados é a prorrogação do horário de votação por duas horas. A prorrogação foi decidida pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal.
TSE fala em "absoluta normalidade"
Em nota, Nunes Marques afirmou que as Eleições 2026 transcorreram "dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais". Ele reconheceu a instabilidade registrada na reta final da votação, mas atribuiu aos técnicos do tribunal a capacidade de avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança.
Tarcísio entende a revolta, mas defende as urnas
Tarcísio disse compreender a indignação de Flávio. Afirmou também que a oposição deve respeitar o resultado das eleições e atuar dentro das instituições democráticas. Segundo o governador, "a eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente".
Marinho: "não há provas"
Coordenador da campanha de Flávio, Marinho foi questionado sobre fraude e respondeu que "o PL não pode fazer essa afirmação, nem eu, porque não há provas nesse sentido". Ele chamou a carta de desabafo e disse ter conversado com Flávio depois da saída do senador do país.
O que vem agora
Nunes Marques informou que todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos.
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