PGE pede ao TSE que rejeite ação contra Lula por desfile da Acadêmicos de Niterói
Parecer assinado um dia após o segundo turno diz que a homenagem no Carnaval de 2026 não tem pedido explícito de voto; o julgamento ainda não tem data.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) recomendou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não puna a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva pelo desfile da Acadêmicos de Niterói, que o homenageou no Carnaval de 2026. O parecer foi assinado na segunda-feira (26), um dia depois do segundo turno, pelo vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa. A recomendação não obriga o tribunal.
A decisão do TSE vai valer para eleitores de todo o país, o RS incluído: o tribunal vai definir onde termina a manifestação cultural e começa a propaganda eleitoral antecipada. A ação é do partido Missão e também tem como réus o PT e a escola de samba.
O que diz o parecer
Segundo Barbosa, "a homenagem não contém o pedido explícito de voto". Para ele, sem pedido explícito de voto ou de não voto e sem ataque pessoal ofensivo sem veracidade, não há propaganda antecipada "em qualquer das vertentes". Por isso, defende que o pedido de punição seja negado.
Se o TSE acolhesse a representação, a Lei nº 9.504/1997 prevê multa no artigo 36, § 3º. A PGE recomenda que ela não seja aplicada.
O que o Missão questiona
O partido contesta o refrão "olê, olê, olê, olá, Lula! Lula!" e o verso "por ironia, treze noite, treze dias", que considera uma alusão antecipada ao número 13, do PT. O parecer tratou os dois trechos e os enquadrou como parte da narrativa da vida do homenageado, sem pedido de voto.
Lula e o PT sustentam que o desfile é manifestação cultural e resultou da liberdade artística da escola. A Acadêmicos de Niterói nega intenção eleitoral e diz que fez uma homenagem a uma figura pública.
O que o TSE já decidiu em fevereiro
A homenagem já havia chegado ao tribunal antes. Em fevereiro, antes do desfile, o plenário do TSE rejeitou por unanimidade pedidos para impedir a apresentação. Os ministros disseram que a proibição prévia seria censura, mas que eventuais ilícitos poderiam ser punidos depois.
O processo volta agora à relatora, ministra Estela Aranha. Não há data marcada para o julgamento pelo plenário do TSE.
Saber mais
Leia também
STF retoma nesta quarta (28) julgamento sobre isenção de aposentados com doença grave

Câmara aprova acordo do Mercosul sobre medidas protetivas a mulheres; texto vai ao Senado

Audiência na Câmara divide especialistas sobre diabetes tipo 1 e deficiência

Nunes Marques dá 10 dias para PGR opinar sobre nova revisão da condenação de Bolsonaro

Mais lidas
1Anistia Internacional vai denunciar Milei à ONU e à CIDH por ataques a cinco jornalistas2Flávio desiste de pedir anulação da eleição e vai atrás da cassação da chapa de Lula3Focus: mercado mantém Selic em 13,25% no fim de 2026 e vê 11,75% em 20274Mudança de Flávio Bolsonaro para os EUA é hipótese de aliados, sem decisão anunciada5Dólar cai 1,07%, a R$ 5,349, e Ibovespa recua 0,51% um dia após tombo da reeleição de Lula