Nunes Marques dá 10 dias para PGR opinar sobre nova revisão da condenação de Bolsonaro
Defesa do ex-presidente quer anular a pena de 27 anos e três meses; depois do parecer, o pedido segue para o plenário do STF, sem data de julgamento.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 1 min de leitura

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 10 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o segundo pedido de revisão criminal da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. O despacho foi assinado na segunda (26), e a decisão veio a público nesta quarta (28). A defesa tenta derrubar a condenação de 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista.
A abertura de prazo não muda a situação do ex-presidente. Ela não significa que o ministro aceitou os argumentos dos advogados nem que a condenação esteja suspensa. O despacho apenas envia o processo ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, antes de qualquer decisão sobre o mérito.
O que a defesa alega
O novo pedido traz um parecer técnico para questionar a integridade e os procedimentos de análise de parte das provas digitais usadas no julgamento. A defesa também aponta nulidades no processo, como cerceamento de defesa por falta de acesso integral ao material da investigação e ausência de parecer da PGR em alguns procedimentos.
PGR defendeu rejeitar o primeiro pedido
Esta é a segunda tentativa da defesa. No primeiro pedido, apresentado em maio, Nunes Marques deu 20 dias à PGR, e Gonet defendeu em junho a rejeição. Para a Procuradoria, os advogados não apresentaram fatos ou provas novos que justificassem reabrir a discussão sobre a sentença. Desta vez, o órgão deverá examinar especificamente os argumentos ligados ao parecer técnico apresentado em setembro.
Nunes Marques é o relator porque integra a Segunda Turma do STF, colegiado que não participou do julgamento de Bolsonaro, feito pela Primeira Turma. Depois de receber a manifestação da PGR, ele deve liberar o caso para julgamento no plenário. Não há data prevista para o julgamento.
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