PF diz que Flávio Bolsonaro não é foragido; em Miami, carta o chama de presidente
Senador do PL chegou aos EUA sem entregar os passaportes e divulgou três versões de um texto contestando a vitória de Lula, que venceu por 4,4 milhões de votos.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

A Polícia Federal informou nesta quarta (28) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não é considerado foragido, mesmo depois de sair do país sem entregar os passaportes. Ele chegou a Miami e divulgou uma carta em que se apresenta como presidente, três dias após perder a eleição para Lula (PT).

Lula venceu no domingo (25) por 4,4 milhões de votos. A disputa sobre a legitimidade do resultado interessa ao eleitor gaúcho porque envolve a palavra final da Justiça Eleitoral sobre quem governa o país.
PF: restrição de passaporte não faz de ninguém foragido
A PF explicou que representou ao Supremo Tribunal Federal (STF), ainda no domingo, por medidas cautelares: apreensão de passaportes, proibição de saída do país e restrição de contato com outros investigados. A corporação afirma que somente as restrições relacionadas a documentos de viagem não caracterizam a condição de foragido nem autorizam prisão. Segundo a Folha de S.Paulo, não há pedido de prisão contra ele.
Flávio não cumpriu a determinação de entregar os passaportes, ordem atribuída ao ministro do STF Alexandre de Moraes.
Carta teve três versões em um dia
Flávio publicou três versões da carta nesta quarta. Nos primeiros textos, ele se disse "o verdadeiro presidente eleito do Brasil", sem apresentar provas de fraude. Na terceira, recuou e passou a se chamar de líder do país. Na carta, ele também agradeceu ao argentino Javier Milei e ao norte-americano Donald Trump.
O senador viajou com a família para a Argentina na terça (27) e seguiu em avião particular, com escala em Guayaquil, no Equador, até Miami, onde chegou nesta quarta (28).
TSE e Tarcísio rebatem
Segundo a CBN, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, contestou as alegações de fraude e disse ter segurança na lisura da votação e do sistema eleitoral. A emissora também relata que ministros do TSE e do STF descartaram anular o segundo turno.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse ao Estadão que entende o sentimento de Flávio, mas defendeu respeitar o resultado das urnas e seguir em frente. Ele também defendeu serenidade e uma oposição forte.
Flávio não informou prazo para voltar ao Brasil.
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