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Malafaia, Marinho e Tarcísio se afastam de carta de Flávio que alega fraude sem provas

Ministros do STF, em relatos sem identificação, chamam o texto de "patético", e Donald Trump diz que não vai se envolver.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 3 min de leitura

Senador Flávio Bolsonaro em foto de arquivo (maio de 2026).
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) criticaram a carta divulgada na quarta-feira (28), em que o senador acusa fraude na eleição presidencial. Nenhuma liderança da direita ouvida endossou a acusação: o pastor Silas Malafaia atacou a forma, o senador Rogério Marinho (PL-RN) disse que não há prova, e o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) pediu respeito às urnas.

O texto não traz documento nem dado que sustente a fraude. A diferença entre Lula e Flávio no segundo turno, em 25 de outubro, foi de 4,4 milhões de votos, segundo reportagens sobre o resultado.

O que a carta alega

Flávio publicou a carta na quarta, depois de chegar a Miami. Ele acusa o ministro do STF Cristiano Zanin de atuação "ilegítima e ilegal" ao prorrogar a votação em algumas localidades. Também afirma que Lula recebeu mais de 10 milhões de votos a mais entre os dois turnos e fala em abuso de poder político e econômico da campanha petista. Segundo ele, isso justificaria cassar a chapa Lula-Alckmin.

Diante da repercussão, Flávio publicou uma segunda versão, na qual deixou de se apresentar como "presidente eleito" e passou a se definir como "líder do Brasil". A mudança não retirou as acusações contra o processo eleitoral. Uma reportagem do portal Acorda Cidade, ao contestar a alegação sobre a prorrogação, citou cerca de 34 mil votos registrados depois das 17h.

Malafaia chama os filhos de Bolsonaro de "jumentos"

Em mensagem de WhatsApp a aliados, obtida por O Globo, Malafaia escreveu: "Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos". Na mesma mensagem, disse que os filhos do ex-presidente "só se aconselham com gente errada" e chamou o grupo de "amadores babacas". O termo é um insulto pessoal, não uma avaliação técnica sobre a eleição.

Ao SBT News, o pastor foi mais detalhado. Disse que escrever uma carta é direito de candidato, mas considerou o texto "ridículo, feio e infantil". Criticou também a correção posterior e o brasão que acompanhava o texto, símbolo usado na ditadura.

Na mensagem, Malafaia afirmou que Trump "já tirou o apoio" a Flávio. Questionado na quarta, Trump evitou endossar a carta, confirmou que autorizou a entrada do senador nos EUA e disse que não vai se envolver.

Marinho e Tarcísio rejeitam a acusação de fraude

Marinho, que coordenou a campanha de Flávio, afirmou que nem o PL nem ele podem sustentar a acusação porque não há provas de fraude nas eleições. Ele disse ainda acreditar que pode ter havido "algum problema na confecção da carta".

Tarcísio criticou a carta e defendeu respeitar o resultado das urnas e seguir em frente. Pediu responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte. Ele também disse que reconhecer o resultado não significa calar sobre o uso da máquina, programas lançados fora do prazo e a interferência do Judiciário. Ou seja: Tarcísio rejeita a tese de fraude, mas mantém críticas ao governo e ao Judiciário.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra de Jair Bolsonaro, também defendeu respeito ao resultado e pediu união da direita, segundo a Folha de S.Paulo.

Ministros: relatos sem nome

O Valor Econômico informou que ministros do STF consideraram a carta "patética" e entenderam que ela não exige resposta contundente. Um integrante do TSE, sem identificação, disse que "teoria de conspiração não merece resposta". O STF não se manifestou oficialmente, e a resposta pública do TSE sobre a normalidade da eleição já foi publicada por O Bairrista.

O que vem a seguir

A carta substituiu uma entrevista coletiva que Flávio daria na manhã desta quinta (29), em Miami.

Perguntas frequentes

Flávio Bolsonaro apresentou provas de fraude na eleição?

Não. O texto da carta não traz documento nem dado que sustente a acusação, segundo a reportagem.

Qual foi a diferença de votos entre Lula e Flávio no segundo turno?

Foi de 4,4 milhões de votos, em 25 de outubro, segundo reportagens sobre o resultado.

Quem rejeitou a tese de fraude publicamente?

O senador Rogério Marinho disse que não há provas, e o governador Tarcísio de Freitas pediu respeito às urnas.

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