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ONU diz que combates e ataques com drones voltam a atingir Amhara, Afar e Tigré

Saques seguem em Tigré, inclusive em um hospital de Adwa, e há deslocados no noroeste da região, enquanto a ONU cobra retorno ao acordo de paz de 2022.

Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 17:35 · 1 min de leitura

Imagem de satélite (Landsat/N
Foto: NASA Earth Observatory image by Wanmei Liang, using Landsat data from the U.S. Geological Survey. Story by Adam Voiland. / Wikimedia Commons (Public domain)

A ONU informou nesta quarta (14) que novos confrontos e relatos de ataques com drones voltaram a atingir o norte da Etiópia, nas regiões de Amhara, Afar e Tigré. A retomada da violência ameaça civis e serviços de saúde numa região que ainda se recupera da guerra civil encerrada em 2022.

O escritório humanitário da ONU (OCHA) relata que o acesso a áreas afetadas pelos combates continua melhorando aos poucos.

A ajuda chega a partes das zonas de North Wollo e Wag Hamra, em Amhara, e a algumas áreas de Afar e Tigré.

Hospital de Adwa foi saqueado na segunda

Os saques continuam em Tigré. Parceiros humanitários relataram que um hospital na cidade de Adwa foi saqueado na segunda-feira (12).

As equipes da ONU seguem tentando levar comida, atendimento de saúde e outros auxílios, mas os combates deslocam pessoas no centro, no noroeste e no leste de Tigré. A ONU não tem números verificados de deslocados no noroeste de Tigré.

Guterres pede fim imediato das hostilidades

Na sexta (9), o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que todas as partes encerrem as hostilidades e que os signatários do Acordo de Pretória voltem ao diálogo . Ele também disse estar preocupado com relatos de que forças da Eritreia estão no país.

Guterres alertou que a luta em Tigré, Afar e Amhara pode se agravar e desestabilizar ainda mais a região.

A ONU saudou o acordo de paz de novembro de 2022, mediado pela União Africana, mas já apontava a lentidão na implementação como risco à paz.

A ONU e seus parceiros dizem estar prontos para retomar as operações de ajuda nas regiões do norte, incluindo Tigré, assim que o acesso for seguro.

Não há impacto direto da crise para o Rio Grande do Sul.

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