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Colômbia: De la Espriella assina decreto que muda regras da polícia em protestos

O Decreto 1525 altera norma de 2021, prevê acompanhamento policial a quatro metros dos manifestantes e já valeu nesta quarta (14), dia dos primeiros atos contra o governo.

Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 18:48 · 2 min de leitura

Imagem de divulgação da Cable Noticias sobre o decreto da Colômbia que muda as regras de atuação da polícia em protestos.
Foto: Divulgação/www.cablenoticias.com

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, assinou na terça (13) o Decreto 1525 de 2026, que muda o protocolo de atuação das forças de segurança em manifestações. O anúncio saiu um dia antes das mobilizações convocadas em várias cidades do país para esta quarta (14).

Polícia pode agir sem esperar o fim do diálogo

O texto modifica disposições do Decreto 003 de 2021, que regula as ações das autoridades durante os protestos e garante o direito à manifestação pacífica. A norma anterior privilegiava o diálogo e a mediação antes de a força pública agir em caso de manifestações violentas.

Pelo novo decreto, diálogo e mediação seguem como mecanismos de interlocução com os manifestantes, mas deixam de ser requisito. A polícia pode intervir contra quem pratica violência individualmente, mesmo com o diálogo em andamento com os demais participantes. O texto também traz novas definições de atos violentos, agressões, retenção de pessoas e bloqueios em vias públicas.

Outra previsão é o acompanhamento de um efetivo policial "a uma distância mínima de quatro metros" dos manifestantes.

Governo defende, oposição vai à Justiça

Nas redes, De la Espriella escreveu que a protesta pacífica é respeitada, mas violência, vandalismo e bloqueios não são tolerados. O ministro do Interior, Rodrigo Lara, chamou o decreto de garantista e democrático. Lara disse que o governo aplicará o mecanismo pela primeira vez nos atos desta quarta.

Os protestos foram convocados por Pacto Histórico, Central Unitária de Trabalhadores (CUT) e Federação Colombiana de Educadores (Fecode). A oposição anunciou que apresentará ação no Conselho de Estado e uma tutela para suspender a medida. Para ela, o decreto é inconstitucional, porque regras assim deveriam passar pelo Congresso. Já o Centro Democrático chamou o texto de "necessário" e dentro das atribuições do presidente.

Bogotá concentra atos na Plaza de Bolívar

Em Bogotá, manifestantes se concentraram na Plaza de Bolívar e, depois de várias horas, começaram a se retirar. Também havia atos previstos em Cali, Medellín, Bucaramanga e Pereira, entre outras cidades. Não há balanço de detidos ou feridos divulgado até o fechamento desta nota.

Perguntas frequentes

O que muda com o Decreto 1525 de 2026 na Colômbia?

O decreto altera o Decreto 003 de 2021. Diálogo e mediação deixam de ser requisito para a polícia agir, e há novas definições de atos violentos, agressões, retenção de pessoas e bloqueios.

A polícia pode agir durante o diálogo com manifestantes?

Sim. Pelo novo texto, a polícia pode intervir contra quem pratica violência individualmente, mesmo com o diálogo em andamento com os demais participantes.

Qual é a distância do acompanhamento policial nos protestos?

O decreto prevê acompanhamento de um efetivo policial "a uma distância mínima de quatro metros" dos manifestantes.

A oposição vai contestar o decreto na Justiça?

Sim. A oposição anunciou ação no Conselho de Estado e uma tutela para suspender a medida, por considerá-la inconstitucional, já que regras assim deveriam passar pelo Congresso.

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