Netanyahu nega choque com chefe militar sobre o Irã; Lieberman pede apuração por traição
Relato do Canal 12 fala em ação ligada ao Irã que o Exército temia ver virar escalada; gabinete chama de "fake news" e Israel vota nesta terça (27).
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

O governo de Israel nega um relato do Canal 12, divulgado neste domingo (25), sobre um choque entre o premiê e o Exército. Segundo o canal, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se desentendeu com o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, por causa de uma ação militar ligada ao Irã. Nesta segunda (26), o ex-ministro da Defesa Avigdor Lieberman pediu à procuradora-geral uma investigação criminal por suspeita de traição.

A disputa chega às últimas 24 horas de campanha. A reportagem do canal se apoia em fontes anônimas.
Segundo o Canal 12, Zamir exigiu uma discussão detalhada, garantias legais e as assinaturas da liderança política antes de cumprir a ordem recebida. O canal citou fontes que falam em temor, dentro do Exército, de que a guerra fosse usada para ganho político.
O gabinete de Netanyahu classificou o relato como "fake news". O ministro da Defesa, Israel Katz, escreveu na rede X que os relatos de diferenças entre o escalão político e o Exército são totalmente infundados e falsos. Katz também afirmou que Israel não pretendia iniciar um ataque ao Irã antes da eleição, mas que responderia com força se o Irã atacasse primeiro.
A oposição reagiu. Gadi Eisenkot, principal rival de Netanyahu e ex-chefe do Estado-Maior, disse que não deixará o Exército virar ferramenta da campanha do premiê. O líder da oposição, Yair Lapid, acusou Netanyahu de querer adiar a votação.
Lieberman, chefe do partido Yisrael Beytenu, entregou o pedido formal à procuradora-geral Gali Baharav-Miara. O pedido, por si só, não abre uma investigação criminal.
O porta-voz da chancelaria do Irã, Esmail Baghaei, disse em entrevista coletiva nesta segunda que, para Teerã, não faz diferença quem assume o comando de Israel.
Pesquisas dão vantagem à oposição, mas ninguém chega à maioria
As três últimas pesquisas de TV, divulgadas na sexta (23), dão ao bloco que quer tirar Netanyahu do poder entre dois e seis assentos de vantagem. Todas projetam 50 cadeiras para o bloco do premiê, no Knesset de 120, contra 52 a 56 para a oposição. Nenhum dos lados chega às 61 necessárias para formar governo.
Os israelenses votam nesta terça (27), e cerca de 7,3 milhões de eleitores estão aptos a votar.
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