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China rebate EUA por tachar Institutos Confúcio de ameaça à segurança nacional

Pequim chama de difamação a decisão do Pentágono, anunciada na sexta (23) com a alegação de que 80 grupos em 30 universidades americanas teriam voltado disfarçados.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 1 min de leitura

Prédio do Instituto Confúcio no campus da Universidade de Troy, no Alabama (EUA), em foto de 2018.
Foto: Kreeder13 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A China acusou nesta segunda (26) os Estados Unidos de difamar e estigmatizar os Institutos Confúcio, centros culturais financiados por Pequim. Questionado sobre a decisão americana, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, disse que o país se opõe à difamação e à estigmatização direcionadas contra os institutos.

Guo afirmou que o intercâmbio e a cooperação educacional entre China e EUA ajudam a aumentar o entendimento entre os dois povos e interessam aos dois lados. Para ele, essa cooperação não deveria ser travada nem atrapalhada.

O que Hegseth disse

O Departamento de Defesa dos EUA classificou os centros culturais chineses em campi universitários como ameaça à segurança nacional, segundo o secretário de Defesa, Pete Hegseth, na sexta (23). Em vídeo nas redes sociais, ele afirmou que os institutos operavam disfarçados e que o Pentágono os incluiu na lista de instituições que ameaçam a segurança do país.

Hegseth disse que 80 novas "células de propaganda" em 30 universidades surgiram com outros nomes e estatutos. A missão, disse ele, era a mesma: roubar propriedade intelectual e infiltrar-se na mente de estudantes americanos. Segundo ele, o Pentágono desmontou todas essas organizações nos últimos dois meses.

Institutos já vinham sendo fechados

No auge da fiscalização federal, em meados de 2020, havia 75 Institutos Confúcio ativos nos EUA, 65 deles dentro de campi. Dezenas de faculdades americanas já tinham encerrado seus institutos nos últimos anos.

A China criou centenas de institutos em mais de 150 países nas últimas duas décadas, segundo o órgão que os supervisiona. Eles são apresentados como a resposta chinesa ao Goethe-Institut alemão e ao British Council, com aulas de idioma e programas de intercâmbio cultural. Dezenas de unidades também fecharam em países como França, Suécia, Austrália e Canadá, após acusações de interferência estrangeira.

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