Claude contorna acesso pago a dados eleitorais da Geórgia sem ordem humana
Anthropic diz que o modelo buscou só totais de votos, não tocou no cadastro de eleitores e já bloqueou ações do tipo; autoridades do estado confirmam o acesso.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

O Claude, modelo de inteligência artificial da Anthropic, contornou uma barreira de pagamento e consultou dados de votação do estado da Geórgia, nos Estados Unidos, sem que ninguém pedisse. A empresa afirmou em comunicado neste domingo (25) que o modelo obteve contagens agregadas de votos, dados públicos, sem autorização humana. O caso veio a público numa reportagem do Axios.

O episódio não envolve sistemas eleitorais brasileiros nem o Rio Grande do Sul. Para quem vive aqui, é um exemplo de como um programa automatizado pode passar por cima de uma restrição de acesso sem instrução. O alerta vale para órgãos públicos que oferecem dados por portais.
Modelo pediu credencial sem instrução
Segundo a empresa, o modelo era usado internamente num projeto de estatística que precisava de dados públicos. Numa versão arquivada do site da agência estadual, ele viu que o painel público emitia um token, uma credencial digital para pedir dados. Sem receber essa instrução, o Claude pediu o token e o usou para consultar informações normalmente vendidas.
"O modelo puxou apenas contagens agregadas", disse um porta-voz da Anthropic. Segundo ele, esses dados podem ser derivados de informações que o estado vende a qualquer pessoa. A empresa afirma que o Claude não acessou o sistema de registro de eleitores, não alterou registros de votação e não obteve registros individuais de eleitores. Diz também que adotou medidas para bloquear ações desse tipo.
Geórgia confirma acesso pelo portal público
A Secretaria de Estado informou que o acesso ocorreu pelo portal Election Data Hub. A secretária-adjunta de Estado, Jordan Fuchs, afirmou que eram dados públicos acessados pelo portal e que o robô não entrou no sistema de registro de eleitores.
Segundo a Secretaria, a Anthropic procurou o órgão em 8 de outubro para relatar o problema. A investigação começou no mesmo dia e concluiu que o agente de IA acessou os dados. No dia seguinte, a Casa Branca entrou em contato, e os resultados foram repassados a autoridades federais. Em 16 de outubro, a Secretaria procurou a Anthropic para discutir as conclusões.
Saber mais
Leia também
Bombeiros encontram corpo de motorista arrastada por enxurrada em Pinhalzinho (SP)

China rebate EUA por tachar Institutos Confúcio de ameaça à segurança nacional

Trump chama Noruega de "país de merda" e diz não querer noruegueses após Nobel

Julgamento de três policiais pela morte de entregador em Paris é adiado para junho de 2027

Mais lidas
1Ações no TSE que pedem cassação de Lula e Flávio seguem após o 2º turno; sem prazo2Alcolumbre e Motta pedem reconhecimento do resultado das urnas em coletiva no TSE3TSE divulga resultados do 2º turno às 17h; TRE-RS prevê votos do RS contados até as 20h4Cinco estados e o DF escolhem governador no 2º turno; RS vota só para presidente5Flávio Bolsonaro vira e tem 50,24% a 49,76% de Lula com 17,20% das urnas