Julgamento de três policiais pela morte de entregador em Paris é adiado para junho de 2027
Defesa e família pediram mais tempo, e o tribunal marcou três dias de audiência; os parentes de Cédric Chouviat querem que o caso vá a júri.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

O julgamento de três policiais franceses pela morte do entregador Cédric Chouviat, em 2020, foi adiado na primeira audiência, nesta segunda (26), no Tribunal Correcional de Paris. Foram marcados três dias de audiência em junho de 2027. Os agentes respondem por homicídio culposo, e não há sentença antes da nova data.

O caso, comparado ao de George Floyd nos Estados Unidos, voltou ao tribunal quase sete anos depois da morte. Chouviat tinha 42 anos e era pai de família. A ligação com o Rio Grande do Sul está só na discussão mundial sobre abordagens policiais com imobilização.
Falta de tempo nas duas tardes de audiência
Os advogados da família e os da defesa disseram que o tempo previsto não bastava. O presidente do tribunal afirmou que as duas tardes reservadas eram insuficientes e que o caso exigia mais tempo.
Na nova audiência, os advogados da família poderão sustentar que o tribunal não tem competência. Para eles, o caso é um "crime", e não um "delito", e deveria ser julgado pela corte de júri (cour d'assises).
O que aconteceu em janeiro de 2020
Em 3 de janeiro de 2020, por volta das 10h, Chouviat, entregador de scooter, foi abordado por quatro policiais no 7º distrito de Paris. Eles o acusavam de usar o celular enquanto dirigia e de ter a placa ilegível. Ele perdeu a consciência durante a abordagem e morreu dois dias depois, no hospital.
Segundo vídeo gravado pelo próprio entregador, ele disse nove vezes, em 13 segundos, que estava sufocando. Os três réus afirmam que não ouviram os pedidos. Michaël P., Arnaud B. e Ludovic F. têm hoje 40, 35 e 30 anos.
A advogada Pauline Ragot, que defende dois dos policiais, sustenta que a abordagem foi legítima e que os agentes não perceberam a aflição de Chouviat. Em abril, a Defensora dos Direitos da França concluiu que a polícia teve conduta inadequada, negligente e imprudente.
O advogado da família, Arie Alimi, questiona a acusação de homicídio culposo e sustenta que os atos foram intencionais. O pai da vítima, Christian Chouviat, disse sentir uma "raiva" que levará "para o túmulo".
A próxima audiência será em junho de 2027, em Paris, com três dias reservados. Nela, a família vai pedir que o caso saia do tribunal correcional.
Saber mais
Leia também
Claude contorna acesso pago a dados eleitorais da Geórgia sem ordem humana

China rebate EUA por tachar Institutos Confúcio de ameaça à segurança nacional

Trump chama Noruega de "país de merda" e diz não querer noruegueses após Nobel

UE saúda volta de María Corina Machado à Venezuela e cobra diálogo rumo a eleições livres

Mais lidas
1Ações no TSE que pedem cassação de Lula e Flávio seguem após o 2º turno; sem prazo2Alcolumbre e Motta pedem reconhecimento do resultado das urnas em coletiva no TSE3TSE divulga resultados do 2º turno às 17h; TRE-RS prevê votos do RS contados até as 20h4Cinco estados e o DF escolhem governador no 2º turno; RS vota só para presidente5Flávio Bolsonaro vira e tem 50,24% a 49,76% de Lula com 17,20% das urnas