UE saúda volta de María Corina Machado à Venezuela e cobra diálogo rumo a eleições livres
Opositora e Nobel da Paz de 2025 voltou de surpresa no domingo (25), depois de cerca de dez meses fora, e ainda não há data para votar.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

A União Europeia saudou, nesta segunda (26), o retorno da opositora María Corina Machado à Venezuela. O porta-voz de Relações Exteriores do bloco, Anouar El Anouni, disse que o país tem uma oportunidade de avançar para eleições "livres e justas". Machado reapareceu no domingo (25), após cerca de dez meses no exílio.

Segundo o porta-voz, a UE espera que as autoridades venezuelanas e todos os atores políticos aproveitem a ocasião para um diálogo inclusivo, liderado pelos próprios venezuelanos. Em comunicado, o Serviço Europeu de Ação Externa afirmou que o retorno de líderes e representantes da oposição contribui para maior abertura do espaço político no país.
Volta de surpresa, por Lara e Caracas
Machado, vencedora do Nobel da Paz, anunciou a chegada nas redes sociais depois de dez meses no exterior. "Estou aqui, com vocês", escreveu no X. Ela apareceu primeiro entre fiéis da Igreja de Santa Rosa, no estado de Lara, e depois seguiu para Caracas, onde centenas de apoiadores cercaram o carro.
Ela deixou o país em dezembro de 2025 para ir a Oslo receber o Nobel da Paz, entregue à filha, Ana Corina Sosa. Em janeiro, presenteou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a medalha, embora o comitê do Nobel tenha dito que o prêmio não pode ser transferido.
Governo considera Machado fugitiva
A volta é um desafio para a presidente interina, Delcy Rodríguez, que assumiu depois que forças dos EUA capturaram Nicolás Maduro, em janeiro. Rodríguez não havia reagido publicamente ao retorno da principal adversária. O governo venezuelano considera Machado fugitiva e a acusa de pedir intervenção militar no país.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, saudou o retorno e o atribuiu às conversas de reconciliação apoiadas pelos EUA. Ele também escreveu que Washington espera respeito às liberdades de todos os setores da política venezuelana.
Uma data ainda não foi anunciada para a eleição presidencial. Na semana passada, Machado convocou os venezuelanos à mobilização e exigiu que o governo fixe uma data.
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