Mísseis houthis atingem palácio presidencial em Áden e deixam 5 mortos e 16 feridos
Governo iemenita diz que o primeiro-ministro sobreviveu; autoridades de Marib relatam 9 mísseis balísticos e sete projéteis contra bairros residenciais.
Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 01:50 · 2 min de leitura

TÍTULO: Mísseis houthis atingem palácio presidencial em Áden e deixam 5 mortos e 16 feridos
LINHA FINA: Governo iemenita diz que o primeiro-ministro sobreviveu; autoridades de Marib relatam nove mísseis balísticos e sete projéteis contra bairros residenciais.
Os houthis dispararam mísseis contra o complexo do palácio presidencial em Áden, no sul do Iêmen, nesta quinta (15), e mataram cinco pessoas, segundo o governo. O ministro da Saúde, Qasim Buhaibeh, informou também 16 feridos. Entre as vítimas havia guardas e funcionários civis.
Um correspondente da Al Jazeera em Sanaa, capital controlada pelos houthis, relatou receio de "guerra civil total". Segundo ele, o conflito poderia arrastar outras potências da região além da Arábia Saudita.
Balanço subiu ao longo do dia
O número de mortos mudou durante a quinta. Num primeiro momento, o governo falou em dois seguranças do primeiro-ministro mortos. Fontes militares do governo, ouvidas pela AFP, passaram a falar em quatro mortos e 10 feridos. O balanço de cinco mortos e 16 feridos veio depois, do ministro da Saúde.
O ministro da Informação, Moammar al-Eryani, disse que o primeiro-ministro e os integrantes do gabinete estavam em segurança. O primeiro-ministro é Shaya al-Zindani. Eryani afirmou que o palácio de Al-Maashiq foi alvo de cinco mísseis. O gabinete iemenita disse que o ataque envolveu mísseis e drones.
Al-Maashiq é a sede do governo reconhecido internacionalmente e apoiado pelos sauditas. Foi o primeiro ataque ao palácio desde o início do atual conflito entre os houthis, alinhados ao Irã, e a Arábia Saudita. O porta-voz militar houthi, Yahya Saree, disse que o grupo bombardeou o que chamou de quartel-general de operações militares sauditas em Áden.
Marib também foi alvo
No mesmo dia, a cidade de Marib, controlada pelo governo, entrou na mira. O Escritório de Mídia da província informou que bairros residenciais foram alvo, na noite de quinta, de nove mísseis balísticos e outros sete projéteis. O comunicado não detalha vítimas nem danos.
O escritório pediu que a ONU, a comunidade internacional e organizações de direitos humanos condenem os ataques.
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