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Mercado eleva para R$ 53,05 bilhões a projeção de déficit do Governo Central em 2026

Dívida bruta projetada vai a 83,4% do PIB, e a estimativa de déficit para 2027 cai de R$ 45,35 bilhões para R$ 44 bilhões.

Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 22:11 · 1 min de leitura

Foto de arquivo da Agência Brasil sobre as contas do Governo Central e a política econômica
Foto: Arquivo/Agência Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)

A mediana das projeções do mercado para o déficit primário do Governo Central em 2026 passou de R$ 52,271 bilhões, em setembro, para R$ 53,048 bilhões, em outubro. Os números constam do Prisma Fiscal, divulgado nesta quinta (15) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.

O Prisma reúne expectativas de economistas e instituições financeiras, não o resultado das contas. Mesmo assim, as projeções fiscais costumam entrar no cálculo de quem define juros e crédito, o que alcança famílias e empresas de todo o país, inclusive as gaúchas.

Dívida bruta sobe a 83,4% do PIB

Os economistas consultados elevaram a estimativa para a Dívida Bruta do Governo Geral no fim de 2026, de 83,20% para 83,40% do PIB. Para 2027, a mediana da relação ficou estável em 87%.

A previsão de arrecadação federal também subiu. A mediana passou de R$ 3,202 trilhões para R$ 3,210 trilhões em 2026 e de R$ 3,386 trilhões para R$ 3,396 trilhões em 2027. A projeção para a despesa total do Governo Central ficou estável em R$ 2,625 trilhões em 2026.

Alta interrompe a queda de setembro

A revisão de outubro vem depois de uma queda da estimativa no levantamento anterior. Para 2027, o movimento é inverso: a mediana de déficit era de R$ 45,35 bilhões em setembro e foi para R$ 44 bilhões em outubro.

Meta fiscal prevê superávit

A meta fiscal de 2026 prevê superávit de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto porcentual.

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