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PolíticaBrasilAfeta o RS

Lula promete Ministério da Segurança Pública se o Senado aprovar a PEC da área

Em debate na Band, o presidente também defendeu saídas temporárias para presos de bom comportamento, com exceção de crimes graves, como estupro e violência contra a mulher.

Por que afeta o RS: A PEC da Segurança Pública prevê coordenação com estados, o que afeta diretamente a política de segurança do Rio Grande do Sul.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 3 min de leitura · feita com IA, checada pela redação

Vista do plenário do Senado Federal, com parlamentares em sessão.
Foto: Senado Federal - TV Senado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu criar o Ministério da Segurança Pública caso o Senado vote a PEC da Segurança Pública. A declaração foi dada no debate da Band com o senador Flávio Bolsonaro (PL), neste domingo (18), uma semana antes do segundo turno. "E agora, se o Senado votar a PEC da Segurança, eu criarei imediatamente o Ministério da Segurança Pública", prometeu.

Quadro: Lula promete Ministério da Segurança Pública se o Senado aprovar a PEC da área
Ficha de serviço · Bairrista

A promessa depende, portanto, do Senado. A PEC mexe com a divisão de tarefas entre União, estados e municípios, e isso vale para o RS. Enviada pelo governo federal, a proposta põe o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição. O texto também amplia o papel da União no setor e cria regras para polícias municipais. Para o gaúcho, isso significa uma possível mudança na relação entre a União e as forças de segurança do estado e das prefeituras.

O que falta para a PEC valer

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado concluiu a votação da PEC na quarta-feira (14). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, incluiu a proposta na pauta do dia seguinte, depois da aprovação de um calendário especial de tramitação. Esse calendário dispensa as cinco sessões de discussão antes do primeiro turno e as três antes do segundo, além do intervalo de cinco dias úteis entre os dois turnos. Continuam exigidos pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno.

No debate, Lula tratou a votação como pendente. Na quarta (14), o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que há condições de aprovar a PEC "antes do segundo turno".

A proposta enfrenta resistência de governadores. Governadores e representantes de categorias policiais manifestaram preocupação com a possibilidade de interferência federal nas atribuições das forças estaduais. No debate, Lula respondeu a esse ponto. Ele cobrou de Flávio apoio à PEC e criticou a atuação dos governos estaduais no combate à criminalidade. O presidente disse que o novo ministério serviria para definir os papéis de municípios, estados e União no combate ao crime.

Hoje, a política nacional da área fica no Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Lula não detalhou no debate como um ministério próprio se relacionaria com a Senasp e com o Susp.

Saídas temporárias entram na disputa

Flávio promet com o benefício da saída temporária de presos. Lula defendeu a manutenção para presos de bom comportamento e em processo de recuperação, mas disse que condenados por estupro, violência contra mulheres e outros crimes graves não deveriam recebê-lo.

Sobre o sistema prisional, o presidente afirmou: "O nosso sistema prisional é feito na perspectiva de recuperar as pessoas".

A regra atual é mais restrita do que a defesa feita no debate. Em abril de 2024, Lula sancionou a lei que restringiu as saídas temporárias, mas vetou o trecho que proibia as visitas familiares. O Congresso derrubou o veto, e o benefício ficou restrito a presos do semiaberto que frequentam cursos educacionais ou de formação profissional.

Próximos passos

O Senado precisa votar a PEC da Segurança Pública nos dois turnos, com o mínimo de 49 dos 81 votos em cada um, para que a proposta de Lula tenha base legal. O segundo turno da eleição presidencial acontece no domingo (25).

Perguntas frequentes

Quando o Senado deve votar a PEC da Segurança Pública?

A CCJ concluiu a votação na quarta-feira (14), e o presidente do Senado incluiu a proposta na pauta do dia seguinte, com calendário especial de tramitação.

Quantos votos são necessários para aprovar a PEC no Senado?

Pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno, de um total de 81 senadores.

Quais presos não poderiam receber saída temporária, segundo Lula?

Condenados por estupro, violência contra mulheres e outros crimes graves.

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