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EconomiaBrasil

Lula diz na Globo que dívida preocupa e que crescimento, não corte aos pobres, resolve

Em agosto, no Jornal Nacional, o presidente havia dito que a dívida pública não era motivo de preocupação.

Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 23:31 · 2 min de leitura

Lula diz na Globo que dívida preocupa e que crescimento, não corte aos pobres, resolve
Foto: Lula Oficial / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, em entrevista à TV Globo nesta quinta (15), que está preocupado com a dívida pública. Para ele, a saída para equilibrar as contas é fazer a economia crescer, sem cortar gastos que atinjam os mais pobres.

As contas da União sustentam programas sociais, benefícios e repasses a estados e municípios, inclusive os do Rio Grande do Sul.

Questionado sobre o que faria num eventual novo mandato, Lula respondeu: "Não cortar dinheiro dos pobres".

Do "não preocupa" ao "estou preocupado"

No fim de agosto, no Jornal Nacional, Lula afirmou que a dívida pública não o preocupava. Na mesma entrevista, previu superávit fiscal para este ano. A pergunta, na época, citava a alta da dívida para mais de 80% do PIB durante o atual mandato.

Desta vez, quem perguntou foi a jornalista Renata Lo Prete. O tema veio depois de questões sobre os juros e sobre uma avaliação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Para Galípolo, o modelo de crescimento baseado no consumo estaria esgotado. "Você acha que eu não estou preocupado? Eu estou preocupado", reagiu Lula.

"Toda vez, é o povo pobre"

O presidente disse que acompanha esse debate há décadas. Segundo ele, toda vez que alguém tenta resolver o problema fiscal, quem paga é o povo pobre. Lula citou os primeiros mandatos e afirmou que o crescimento permitiu quitar a dívida com o FMI e acumular reservas internacionais.

Ele também reconheceu que é preciso controlar o orçamento. Se as contas públicas fugirem do controle, disse, os mais pobres são os que mais sofrem. Lula afirmou que discorda de economistas e defendeu o crédito e a microeconomia como forma de "fazer o dinheiro rodar na mão do povo".

A entrevista abre a rodada de sabatinas do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

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