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Lula aceita exigências de Flávio e formaliza abertura de sigilos no TSE

Flávio havia respondido com 19 condições e pedido sigilos de 20 anos; a campanha do PL diz que vai analisar o material antes de decidir.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Fachada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, onde foi formalizada a abertura dos sigilos.
Foto: Senado Federal from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou nesta quinta (22), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico do presidente e de familiares. O ato atende à lista de exigências feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), e a campanha do senador informou que vai analisar as informações apresentadas antes de definir o próximo passo. O segundo turno é no domingo (25).

Para o eleitor, nenhum dado de nenhum dos dois lados tinha sido divulgado até agora. A oferta, sozinha, não quebra sigilo nem libera informação automaticamente.

O que Lula ofereceu e o que Flávio exigiu

Lula lançou o desafio no domingo (18), ao propor que os dois abrissem os dados das famílias. Na terça (20), a defesa protocolou o pedido: no TSE, o presidente autorizou a abertura dos próprios sigilos e dos de familiares, desde que o adversário fizesse o mesmo. A manifestação cobre os últimos oito anos e inclui a esposa, Janja, e os cinco filhos: Lurian, Marcos Cláudio, Sandro Luís, Luís Cláudio e Fábio Luís, o Lulinha.

Em contrapartida, Lula pediu os dados de Flávio e de seus parentes: o pai, Jair Bolsonaro, a mãe, Rogéria, os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan, e a esposa, Fernanda. A lista inclui ainda empresas ligadas ao senador e ao grupo dele. O caso foi distribuído ao ministro André Mendonça.

Na quarta (21), Flávio protocolou no TSE uma petição com 19 condições. Ele aceita abrir os próprios sigilos dos últimos 20 anos, incluindo os de familiares e de quatro empresas das quais é sócio ou administrador. Entre as exigências, estão dados sobre a rede de Lulinha, o caso do Banco Master e despesas corporativas do Planalto. Também pede autorização formal para quebra de sigilo de assessores diretos de Lula.

O senador também pediu que o TSE intime Lula a apresentar os termos individuais de autorização para a quebra de sigilo. Se o presidente não concordar, quer a recusa registrada nos autos.

Lula diz que aceita tudo, com reciprocidade

O coordenador da campanha petista, senador Camilo Santana (PT-CE), afirmou que o presidente "não se opõe em absolutamente nada" do que Flávio propôs. A condição é que a abertura dos dados seja recíproca.

O pedido de Flávio inclui mensagens trocadas com Daniel Vorcaro sobre os R$ 69 milhões que o fundador do Master transferiu ao fundo do filme "Dark Horse". O senador diz que autoriza a divulgação dessas mensagens.

A campanha do PL ainda não disse se vai entregar a documentação. As duas petições seguem no TSE.

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