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Campanha de Lula pede ao TSE cassação da chapa de Flávio e inelegibilidade por 8 anos

A ação acusa a Meta e o X de favorecer o senador e pede R$ 7 milhões em créditos de impulsionamento, a quatro dias do segundo turno.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 3 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): A symbolic scene of a wooden ballot box beside a bala
Ilustração: Bairrista

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou nesta quarta-feira (21) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro (PL) e Alfredo Gaspar (PL) . Os advogados alegam abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Pedem também que Flávio seja declarado inelegível por oito anos.

O pedido chega quatro dias antes do segundo turno, marcado para domingo (25), quando os eleitores gaúchos escolhem entre os dois candidatos. As acusações ainda não foram julgadas. O protocolo não significa que a chapa tenha sido cassada, e caberá ao TSE examinar as provas, ouvir os envolvidos e decidir.

O que a campanha acusa e pede

Na petição de 138 páginas, a coligação sustenta que a Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, e o X favoreceram Flávio e prejudicaram Lula. Os advogados citam manipulação de algoritmos e interferência estrangeira. Também apontam que a inteligência artificial da Meta gerou montagens hipersexualizadas da primeira-dama, Janja Lula da Silva, e conteúdos que ligam Lula a facções criminosas.

A coligação pede liminares. Entre elas estão:

  • que a Meta preserve os conteúdos ligados aos dois candidatos;
  • que a empresa fique impedida de gerar conteúdo por IA sobre Lula e Flávio;
  • que a Meta preste esclarecimentos técnicos, sob sigilo, em até 48 horas;
  • relatórios sobre o cumprimento das medidas a cada duas horas.

Os advogados calculam em R$ 7,4 milhões a diferença de visibilidade entre os candidatos. Por isso, pedem R$ 7 milhões em créditos de impulsionamento para a campanha de Lula.

Elytron e a reportagem do Intercept

A ação usa reportagem do The Intercept Brasil para acusar Flávio de pagar a empresa Elytron para criar contas falsas e espalhar desinformação. Segundo o Intercept, a campanha de Flávio declarou R$ 600 mil em pagamentos à Elytron, em três notas fiscais: duas de R$ 500 mil, uma delas cancelada, e uma de R$ 100 mil. O PL pagou R$ 131,9 mil à empresa, conforme os mesmos registros.

As notas descrevem serviços genéricos de tecnologia e segurança. O Intercept diz que não encontrou evidências de que a campanha ou o PL tenham usado o sistema de manipulação eleitoral que a empresa teria oferecido. A campanha de Flávio negou contratar serviços ilegais e disse que o serviço era de segurança da informação. A Elytron rejeitou qualquer ligação com desinformação, deepfakes ou operações clandestinas.

Tramitação e posição da Meta

O processo foi encaminhado ao corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. O TSE não divulgou decisão sobre as liminares.

A Meta nega favorecer candidatos e atribui os episódios relatados a falhas técnicas . Em outra ação da campanha de Lula, o ministro Marco Aurélio Bellizze concedeu em parte, em 15 de outubro, uma liminar que impõe à Meta multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento . No dia 16, o TSE manteve a decisão por unanimidade. Bellizze afirmou que não há comprovação de manipulação proposital pela empresa.

O segundo turno é no domingo (25), com votação das 8h às 17h. A AIJE segue sob análise do corregedor-geral eleitoral, e o TSE não informou prazo para decidir.

Perguntas frequentes

Quando é o segundo turno da eleição presidencial de 2026?

O segundo turno é no domingo (25), com votação das 8h às 17h.

A chapa de Flávio Bolsonaro foi cassada?

Não. O protocolo da ação não significa cassação; caberá ao TSE examinar as provas, ouvir os envolvidos e decidir. As acusações ainda não foram julgadas.

Quanto a campanha de Lula pede em créditos de impulsionamento?

R$ 7 milhões, com base na diferença de visibilidade calculada em R$ 7,4 milhões entre os candidatos.

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