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Líderes evangélicos que apoiaram Flávio Bolsonaro reconhecem vitória de Lula e pedem fé

Silas Malafaia lamenta "profundamente" o resultado do segundo turno, mas diz que é a decisão do povo; até agora, nenhum pastor de projeção nacional aderiu à contestação das urnas.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Silas Malafaia, em foto de arquivo de abril de 2019.
Foto: Marcos Corrêa / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

As principais lideranças evangélicas que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) reagiram com lamento e aceitação à vitória de Lula (PT) no segundo turno, no domingo (25). Até agora, nenhum deles se juntou aos aliados de Bolsonaro que tentam questionar o resultado.

O movimento importa para quem acompanha a política no RS e no resto do país porque os pastores têm peso na comunicação com o eleitorado evangélico. Neste momento, eles não estão alimentando a ideia de que o resultado seja ilegítimo. Entre os nomes que levantaram questionamento das urnas está o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

Malafaia: "decisão do povo brasileiro"

O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, gravou um vídeo após a apuração. Ele pediu misericórdia de Deus para o Brasil, citou a economia e disse ter aprendido a respeitar a vontade soberana de um povo. "Lamento profundamente, mas essa é a decisão do povo brasileiro", declarou. Na gravação, ele afirmou que não pretende fazer acusações sem provas.

Bispos pedem fé e confiança nas instituições

O bispo JB Carvalho, da Comunidade das Nações, igreja na qual Flávio se batizou em 2024, publicou a legenda "vida que segue" sobre a imagem de um mapa do Brasil apoiado numa mão. Ele afirma que Jesus continua no trono e que o país ainda verá "um avivamento".

O bispo Robson Rodovalho, líder da Sara Nossa Terra, reconheceu que o adversário "soube jogar". Ele concluiu: "Vamos em frente com fé em Deus e confiando nas instituições democráticas." Rodovalho também disse que "democracia é isso, vence quem consegue comunicar e convencer a maioria".

O bispo Abner Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira, invocou a "vontade soberana do povo, manifestada democraticamente". A ala assembleiana que ele lidera costuma apoiar o governante da vez e, depois de se aproximar do governo Lula, respaldou Flávio na reta final da campanha. O pastor Josué Valandro Jr., da Igreja Batista Atitude, afirmou que os cristãos devem continuar defendendo suas convicções, mesmo quando o resultado contraria as expectativas.

Nem todo o meio evangélico estava com Flávio

O campo evangélico não votou em bloco. A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito declarou apoio à manutenção do governo Lula. O pastor Ariovaldo Ramos, um dos coordenadores, acusou Flávio de manipular a religião em favor de sua candidatura. A Igreja Universal do Reino de Deus não apoiou nenhum candidato, para evitar conflito interno.

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